Por paulo.gomes
Publicado 15/02/2016 21:15 | Atualizado 15/02/2016 21:29

Rio - Os irmãos Wagner Viveiros Pelegrine e Valter Pelegrine Junior, diretores da Organização Social (OS) Biotech Humanas, foram presos nesta segunda-feira pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE). Eles são acusados de fraudar mais de R$ 48 milhões em contratos com hospitais municipais e estavam em prisão domiciliar desde dezembro.

Os irmãos Wagner Viveiros Pelegrine e Valter Pelegrine Junior são acusados de chefiar uma quadrilha que desviou mais de R$ 48 milhões da saúde públicaDivulgação / Philippe Lima / SESEG

Wagner e Valter foram presos na Operação Ilha Fiscal, no início de dezembro. Na ocasião, foram cumpridos nove mandados de prisão e 16 de busca e apreensão de bens, inclusive vários carros de luxo, entre eles uma Ferrari. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), os irmãos lideravam uma quadrilha que reunia outras 35 pessoas.

LEIA MAIS

Quadrilha acusada de fraudar R$ 48 milhões dos cofres públicos é presa

Justiça determina que donos da Biotech voltem à prisão

GALERIA: Quadrilha que desviou R$ 48 milhões da saúde pública é presa

Eles, segundo as investigações, desviavam recursos para proveito próprio e de "laranjas" recebidos do Município em razão de contrato firmado para gestão do Hospital Municipal Pedro II, do Centro de Emergência Regional Santa Cruz e do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari. A OS contratava fornecedores “marcados” e pagava mais caro pelos serviços. Os fornecedores devolviam os valores para a organização, que lucrava com a diferença. Em alguns casos, as empresas contratadas sequer prestavam os serviços. Estima-se que, a cada R$ 3 milhões recebidos, cerca R$ 1 milhão era desviado.

Carros%2C dinheiro%2C joias e documentos também foram apreendidos na operação que desmantelou uma quadrilha que desviava dinheiro da saúde públicaDivulgação / Philippe Lima / SESEG

Valter Pelegrine também foi indiciado por falsidade ideológica pela Draco/IE por emitir uma documentação falsa.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias