Publicado 30/03/2025 17:58
Ilha Grande - A Ilha Grande, em Angra dos Reis, na costa verde, acaba de ser reconhecida como Área de Importância para a Conservação dos Morcegos (Aicom). O título internacional funciona como ferramenta para a proteção de morcegos ameaçados de extinção ou não, por meio da declaração de áreas protegidas pela Rede Latino-americana e do Caribe para Conservação dos Morcegos (Relcom).

O reconhecimento é resultado dos esforços de diversos pesquisadores que atuam na região, em especial os do Laboratório de Ecologia de Mamíferos (Lema) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que desenvolve diversas pesquisas a partir do Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (Ceads) da Uerj, localizado na Ilha Grande há mais de 25 anos.
A Ilha Grande é uma das áreas com a maior variedade de morcegos do Estado. São 37 espécies reconhecidas, o que representa 19,9% das espécies conhecidas no Brasil; 37,8% das espécies da Mata Atlântica e 46,8% das espécies registradas no Rio de Janeiro. Esses animais, com diferentes hábitos alimentares, atuam como dispersores de sementes, polinizadores e reguladores de populações de insetos, por exemplo.
As espécies de interesse para conservação na ilha incluem: a Furipterus horrens, classificada como vulnerável na lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção; a Lonchophylla peracchii, reconhecida como nativa da Mata Atlântica; a Myotis nigricans e a Myotis izecksohni, também endêmicas da Mata Atlântica; e a Tonatia bidens, classificada como “deficiente de dados” pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
A Relcom reconhece áreas que atendem a um ou mais dos seguintes critérios: a área contém espécies de interesse nacional ou regional para conservação; contém refúgios usados para uma ou mais espécies de interesse para conservação; e a área contém uma grande riqueza de espécies, independentemente do seu nível de ameaça.
O Lema também atua em parceria com o Projeto Morcegos na Praça, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com o objetivo de desmistificar os morcegos, além de contribuir com informações sobre saúde, importância ecológica e sanitária das espécies e, principalmente, sobre a atuação dos pesquisadores da Uerj na Ilha Grande, discutindo ciência e buscando parcerias com a população local.
Uerj na Ilha Grande
As espécies de interesse para conservação na ilha incluem: a Furipterus horrens, classificada como vulnerável na lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção; a Lonchophylla peracchii, reconhecida como nativa da Mata Atlântica; a Myotis nigricans e a Myotis izecksohni, também endêmicas da Mata Atlântica; e a Tonatia bidens, classificada como “deficiente de dados” pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
A Relcom reconhece áreas que atendem a um ou mais dos seguintes critérios: a área contém espécies de interesse nacional ou regional para conservação; contém refúgios usados para uma ou mais espécies de interesse para conservação; e a área contém uma grande riqueza de espécies, independentemente do seu nível de ameaça.
O Lema também atua em parceria com o Projeto Morcegos na Praça, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com o objetivo de desmistificar os morcegos, além de contribuir com informações sobre saúde, importância ecológica e sanitária das espécies e, principalmente, sobre a atuação dos pesquisadores da Uerj na Ilha Grande, discutindo ciência e buscando parcerias com a população local.
Uerj na Ilha Grande
As atividades da Uerj na Ilha Grande tiveram início em 1995, na Vila Dois Rios, onde antes funcionou durante 100 anos o Instituto Penal Cândido Mendes (1894 a 1994). Entre os compromissos assumidos pela Uerj com a concessão da área, estavam a implantação de um Centro de Estudos Ambientais e de um Museu. Estas estruturas foram desenvolvidas com o objetivo de inventariar e preservar a diversidade local, além de contribuir com a documentação e divulgação dos recursos naturais existentes e dos vários aspectos que envolvem a memória e as características locais.
A área está integralmente incluída no Parque Estadual da Ilha Grande, um dos corredores ecológicos mais importantes do mundo por sua biodiversidade. Anualmente, centenas de alunos, técnicos e pesquisadores, desenvolvem suas atividades de pesquisa, ensino e extensão, contribuindo para o conhecimento sobre a biodiversidade local, suas interações e ecossistemas, assim como com o ambiente geológico e climatológico.
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