Publicado 01/09/2025 22:16
Angra dos Reis - "Sentimento de dor e esperança" marcaram o velório do policial civil Élber de Freitas Fares,(50), nesta segunda-feira, 1º. O corpo do agente foi velado na igreja cristã da Reconciliação, no bairro Balneário, poucos metros de onde foi executado, nesse domingo (31), com cinco tiros, pelas costas na frente do seu filho caçula de 10 anos, que por pouco também não foi alvo dos criminosos. A vítima saía de um culto, por volta das 20h30, na igreja onde congregava com a família.

Centenas de pessoas, entre elas colegas de farda, cristãos, políticos, anônimos e integrantes de entidades assistenciais que ele mantinha, com a igreja, para atender crianças e familiares em vulnerabilidade social, prestaram as últimas homenagens ao policial.
O caixão foi coberto por uma bandeira do time do coração, Flamengo e colocado em cima de um veículo da Defesa Civil. O cortejo fúnebre, saiu do Balneário sentido centro da cidade, passou em frente à 166ª DP, onde era lotado, seguiu pela Avenida Júlio Maria, Praia do Anil, Rio-Santos, até o cemitério da Serra D'Água, onde recebeu as honrarias e no lugar dos tiros, como é de praxe no sepultamento de militares, uma salva de palmas, como forma de agradecimento pelo trabalho de excelência e dedicação em que serviu ao Estado, zelando pela proteção da vida dos moradores de Angra.
Frases de agradecimento confortavam os familiares.
"Era de uma alegria, e um potencial em ajudar ao próximo que não cabia no coração dele", "Elber me ajudou muito quando eu mais precisei. Nunca vou me esquecer", "Incansável em buscar a Deus. Ele tinha cede de Deus".
O filho do policial de 10 anos, que estava ao lado do pai e viveu os piores segundos da sua vida, ainda tão jovem, expressou a dor que estava sentindo, deixando uma mensagem na sua rede social.
"pai vc sempre foi meu herói, meu guerreiro silencioso, te amo muito mesmo que não esteja mais aqui na terra, vc está no meu coração, vc foi o melhor pai que eu pude ter, adeus".
Para as autoridades em segurança da cidade, "o crime é tratado como um ataque direto à inteligência policial e como forma de retaliação à atuação da 166ª DP, no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado". Um dos alvos da ação envolvem traficantes perigosos que vem dominando os morros do centro e bairros da periferia da cidade. Um dos criminosos foragido da Justiça é Pablo Miguel Rodrigues Pereira, (26), vulgo Bigode - membro de uma facção perigosa que atua no Estado, há indícios de ameaças da facção aos policiais da costa verde. A polícia não confirmou a suspeita e continua com as diligências.
Disque Denúncia
Se vc tiver alguma informação ou suspeita de quem esteja envolvido no crime ajude a polícia a encontrar o autor dos disparos que atingiram o policial civil. A 166ª DP pede o apoio da população para denunciar pelos seguintes canais de atendimento:
Central de atendimento/Call Center: (021) - 2253 1177 ou 0300-253-1177
WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)
Aplicativo: Disque Denúncia RJ
Anonimato Garantido
Central de atendimento/Call Center: (021) - 2253 1177 ou 0300-253-1177
WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)
Aplicativo: Disque Denúncia RJ
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