Ensaio técnico dos blocos nas quadras das comunidadesDivulgação
Publicado 13/01/2026 20:39
Angra dos Reis - Há menos de um mês para o Carnaval 2026, o clima de folia já invade as ruas em Angra dos Reis. A festa do Rei Momo na cidade será aberta oficialmente no dia 11 de fevereiro, com o pré-carnaval na quarta-feira, na semana que antecede a folia, abrindo os desfiles dos blocos da cidade.

A partir desta semana as baterias de algumas agremiações já começam a esquentar os tamborins, com os ensaios técnicos nas ruas e quadras das comunidades e já tem atraído os foliões.
 
Bloco do Reizinho, seu Zé Augusto da Padaria, figura ilustre e um dos fundadores do bloco - Divulgação/Rede Social Beto Carmona
Bloco do Reizinho, seu Zé Augusto da Padaria, figura ilustre e um dos fundadores do blocoDivulgação/Rede Social Beto Carmona
O tradicional Bloco do Reizinho, marcado pela distribuição gratuita de vinho, abriu a agenda de ensaios técnicos, afiando sua bateria, para fazer bonito neste carnaval. Outras agremiações de Angra já se movimentam em suas comunidades como os blocos da Jaqueira, Cava, Ki Merda é Essa, Uns e Outros, Malhação da Fortaleza, Carioca, 6 de janeiro, Mocidade Unida do Tatu, entre outros. A abertura do desfile do carnaval 2026 em Angra vai acontecer no dia 11 de fevereiro, quarta-feira, na semana que antecede as datas oficiais da folia. Na agenda de apresentações de blocos no dia 11, estão agremiações tradicionais como o Feliz Idade e o bloco dos Artistas, no "abre alas que eu quero passar".
Curiosidades do Carnaval em Angra dos Reis

São momentos históricos dos antigos carnavais que marcaram a festa da folia na cidade e ao longo dos anos vem fazendo sua história, deixando lembranças de geração em geração. Diz a história, que o entrudo, festividade carnavalesca, iniciou-se no tempo do Império, por grupos de negros mascarados fantasiados de velhos europeus que jogavam limões de cheiro uns nos outros.
Carnaval angrenseDivulgação/Rede Social Beto Carmona
O entrudo, em Angra, surgiu da diversão das batalhas de confetes e de água de cheiro. As moças, das sacadas de suas casas, jogavam limões de cheiro nos rapazes que ficavam nas calçadas. Ao fim da batalha, os rapazes eram convidados a entrar nas casas, e, no meio da sala acontecia outra batalha.
Neste período histórico, no início do século XX, o carnaval em Angra era animado pelos cordões e blocos "Implantadores do Riso", "Yayá Me Deixe" e "Cordão do Comércio" e pelos clubes Resistentes de Angra e Sociedade Esportiva Almirante Neves. O povo angrense comemorava a consagração do Rei Momo, com batalhas de confetes e limão de cheiro.
Os angrenses comemoravam alegremente o reinado de Momo no ritmo dos cordões: "Flor do Agrião, Lyra Brasileira, Cara de Zina, Paraíso das Flores e Flor de Manacá; dos blocos: Praia de Fora, Não Bula na Cumbuca, Infantil, Auri Verde, Quem é bom não se mistura, Bloco das Cabeçudas, Bloco das Cascatas, Balança mas não cai e Bloco da Fuzarca; dos ranchos: Morro de fome mas não trabalho e Eu que mas não posso; e nos clubes: Carnavalesco Lyra Brasileira, Sete de Setembro e Angrense Esporte Clube".
Ainda segundo a história grupos de moças e rapazes circulavam pela cidade muito bem fantasiados e dançavam ao som dos guizos, chocalhos e pandeiros nos clubes existentes na época. No cinema Odeon, haviam danças animadas até de madrugada com as presenças dos mascarados e zé pereira e as letras das marchas carnavalescas eram duramente criticadas.
E ao passar dos anos a modernidade, criatividade e sofisticação foram dando espaço a imaginação dos foliões. Hoje, grandes bonecos com traços de personalidades da cidade ganharam espaço na folia angrense, além da Nega Maluca e artistas que substituem o palco pelo asfalto da Rua do Comércio nesta grande festa cultural que o carnaval angrense. 
 


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