Policia Federal chegou cedo no prédio da Câmara de Vereadores em Angra dos ReisDivulgação/Reprodução Rede Social
Publicado 24/03/2026 09:48 | Atualizado 24/03/2026 12:08
Angra dos Reis - Uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada, nesta terça-feira (24), contra suspeitas de desvio de recursos eleitorais e de contratação de funcionários fantasmas em troca de apoio político, levou policiais à Câmara Municipal de Angra dos Reis, na costa verde, na manhã de hoje. O parlamentar Greguy Soares Duarte, foi um dos alvos da operação. O vereador esteve na sessão da Câmara hoje, pela manhã, logo após a operação da PF, e no uso da tribuna disse que a denúncia não procede. A citada, segundo palavras do vereador "analisa processos do gabinete remoto, sem a necessidade de comparecer à Câmara". A assessora apontada nas investigações, ganha por mês cerca de R$ 7 mil para 40h trabalhadas por semana. 

Entre os casos investigados está o de uma assessora parlamentar, que segundo apurado nas investigações da PF, a mesma cursa medicina, presencial e em tempo integral, na cidade de Juiz de Fora (MG), onde trabalha também como cirurgiã-dentista. Como poderia atuar no gabinete parlamentar em Angra dos Reis, onde é contratada? É o que a operação busca esclarecer dentro da linha de investigação. 
Há indícios de que parte dos salários pagos aos assessores pode está sendo desviada, uma prática popularmente conhecida como "rachadinha'".

Nesta operação estão sendo cumprido cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG). A operação é chamada de Caça Fantasmas.

As diligências ocorrem em endereços vinculados aos investigados, incluindo residências, um escritório de advocacia e um gabinete parlamentar na Câmara Municipal de Angra dos Reis.

Esquema
Segundo a operação as investigações apontam para o uso da máquina pública para práticas criminosas, com nomeação de assessores parlamentares sem efetivo exercício funcional. Na prática, isso sugere que haveria uma ligação entre a ocupação de cargos públicos e a obtenção de apoio político e financeiro.

A PF também apura se essas ligações eram usadas como mecanismo de sustentação de base política, inclusive, como recebimento e envio de dinheiro público por fora dos registros oficiais de campanha.

Investigadores relatam o uso de declarações falsas de prestação de contas eleitorais. Entre as irregularidades estão a omissão de despesas e inserção de informações incorretas sobre a contratação de serviços e envio de recursos de campanha.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, peculato, desvio e abuso de poder político e econômico. Nossa reportagem está tentando contato com a Câmara de Angra e com o gabinete do parlamentar supostamente apontado na investigação.
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