Publicado 26/05/2026 12:20 | Atualizado 26/05/2026 12:22
Angra dos Reis - Funcionários da Fundação Eletronuclear, FEAM, moradores e apoiadores do Hospital de Praia Brava realizaram, na manhã desta terça-feira (26), uma manifestação no trevo de Praia Brava, às margens da Rodovia Rio-Santos (BR-101), em Angra dos Reis. O ato foi organizado em protesto contra a crise financeira enfrentada pela unidade hospitalar e o risco de fechamento do setor de emergência. "A nossa intenção é sensibilizar as autoridades federais para manter o hospital aberto".
Segundo os organizadores, a falta de recursos tem comprometido o funcionamento do hospital , provocando atrasos no pagamento do ticket alimentação dos funcionários, dificuldades para quitar serviços terceirizados e ameaçando a continuidade dos atendimentos prestados à população. Segundo o diretor administrativo e financeiro da FEAM, Marcelo Oliveira, a determinação da Eletronuclear mantenedora do hospital, de cortar gastos, anunciado no ano passado, para que a unidade caminhasse com suas próprias pernas, causou um impacto grande ao caixa da fundação, que chega em torno de 11 milhões e 600 mil reais. "Os funcionários estão preocupados com o futuro de um hospital de mais de 40 anos em atendimento".
Os manifestantes alertam que o possível encerramento das atividades da emergência colocaria em risco milhares de moradores da Costa Verde que dependem do Hospital de Praia Brava para atendimentos de urgência e emergência. A mobilização reuniu trabalhadores do sindicato ligados à Eletronuclear, moradores da região e apoiadores da unidade em defesa da manutenção dos serviços de saúde.
"O hospital salva muita gente e temos que se unir e apoiar o movimento. A gente conta com toda a população para manter o atendimento na unidade que é referência na região" - disse um dos manifestantes que trabalha na unidade.
"Eu tive uma crise de apendicite, se não fosse o hospital de Praia Brava, a equipe maravilhosa que atende lá eu teria morrido" - disse Bárbara Coutinho de 45 anos.
"Imagina Angra que atende pacientes de outras cidades ter só o hospital da Japuíba. Vai haver um colapso" - disse Marlene Dantas, moradora do Frade.
A manifestação também provocou impactos no trânsito da região. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Rodovia Rio-Santos (BR-101) foi totalmente interditada nos dois sentidos, na altura do km 524, desde as 6h36. Ainda segundo a PRF, o protesto começou com cerca de 50 participantes e chegou a reunir aproximadamente 80 manifestantes por volta das 7h16. As pistas permaneceram bloqueadas, com liberações temporárias em alguns momentos da manifestação. O trânsito foi liberado por volta das 9h da manhã.
Neste momento o fluxo na rodovia Rio-Santos no trevo de acesso à Praia Brava, segue sem retenção. Participaram em apoio à manifestação vereadores e o Sindicato representante dos eletricitários, em Angra dos Reis.
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