O animal apresentava comportamento amedrontadoReprodução
Publicado 21/08/2026 15:51
Araruama - Um cão que vivia acorrentado e, segundo relatos, passava períodos sem água e comida foi retirado do local onde estava, em Araruama, após uma denúncia de maus-tratos. O homem apontado como responsável pelo animal foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva nesta quinta-feira (20).
Publicidade
A decisão ocorreu durante audiência de custódia, após manifestação do Núcleo de Atuação Perante a Central de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NACAC/MPRJ). Para o Ministério Público, a gravidade dos fatos justificava a manutenção da prisão e a necessidade de evitar que a conduta voltasse a acontecer.
Segundo o registro policial, agentes da Polícia Civil foram acionados no dia 18 de agosto para verificar a denúncia. No imóvel, encontraram o cão preso por uma corrente curta, com pouca possibilidade de movimentação, além de não haver água ou alimento disponíveis. O animal apresentava comportamento amedrontado e foi retirado do local.
Uma testemunha contou à polícia que, há alguns meses, ouvia o cachorro chorando. Depois de descobrir de onde vinham os sons, teria constatado que o animal permanecia acorrentado diariamente e, em diferentes ocasiões, sem água e alimentação. A testemunha também relatou ter ouvido ameaças de morte contra o cão.
Além dos relatos, imagens feitas no dia anterior à prisão foram anexadas à investigação. Nas gravações, o homem aparece atingindo o animal com uma vassoura e dando chutes enquanto o cão permanecia preso pela corrente.
Com a conversão da prisão em flagrante em preventiva, a Justiça também determinou que o Núcleo de Proteção e Defesa dos Animais (NPDA), do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA/MPRJ), e a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais sejam comunicados para adoção das medidas necessárias em relação ao animal.
Criado em fevereiro deste ano, o NPDA atua de forma especializada em casos de maus-tratos e na proteção e defesa dos animais.
A reportagem não conseguiu localizar o homem investigado ou a defesa para comentar o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.
Leia mais