Publicado 11/04/2022 16:04 | Atualizado 11/04/2022 16:10
Belford Roxo - Mais uma ação "RJ para Todos", do Governo do Estado do Rio de Janeiro, foi concluída em Belford Roxo. O projeto aconteceu, na última sexta-feira (08/04), no bairro Heliópolis e realizou 2.011 atendimentos nas áreas de assistência social, saúde, beleza e recreação. A ação ficou durante toda a semana na cidade para ajudar, orientar e prestar serviços às famílias vítimas das fortes chuvas do último final de semana.

“Com essas ações mais a ajuda do município vamos garantir os direitos de recomeçar da população. Uma representante do Ministério da Cidadania também esteve conosco em visita técnica para um levantamento e conseguir recursos de Brasília”, resumiu a primeira-dama e deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil), ao lado da secretária de Assistência Social, Cidadania e Mulher, Brenda Carneiro. “Além dessas ações, a população pode buscar ajuda, orientação e se cadastrar em nossos Cras e Creas”, acrescentou Brenda Carneiro.
Abrigo na casa da filha
Ao lado da filha Débora da Silva, 48 anos, e muito emocionada, Maria das Dores, 79, mora em Heliópolis, área bastante atingida pelas chuvas. Elas contaram que a chuva invadiu a casa de dona Maria e a família teve que se abrigar na casa da filha, que fica no segundo andar. “Hoje me senti como se fosse da família de cada um deles aqui. Fui muito bem acolhida e só tenho o que agradecer. Eu vi o carinho dos profissionais com as pessoas que assim como eu perderam tudo. Essa ação é muito importante para nos ajudar”, disse Maria das Dores. “É um ajudando o outro com carinho na hora do atendimento. Vamos reconstruir tudo de novo”, complementou Débora.
Suely Pereira da Silva, 45, mora no bairro Xavantes há quatro anos, mas seus pais já estão no bairro há anos e disseram que é a primeira vez que a água subiu tanto. “Ainda bem que estava em casa para ajudar aos meus pais que são idosos. Colocamos o que conseguimos para o alto. Estou desempregada há mais de dois anos e com esses acontecimentos fica mais difícil. Me cadastrei no balcão de empregos do Sine e aproveitei para tomar as vacinas. Mas o que está pesando mesmo é o psicológico. Não dormi direito essa madrugada só por pensar em falar sobre a minha situação para os atendentes. Mas toda ajuda é bem-vinda nessa hora”, explicou Suely.
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