Publicado 29/04/2025 23:57 | Atualizado 30/04/2025 00:00
Belford Roxo - O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpriu nesta terça-feira (29), oito mandados de prisão contra milicianos com atuação em Belford Roxo. O GAECO/MPRJ denunciou à Justiça 13 pessoas pelos crimes de constituição de milícia privada, extorsão e corrupção.
PublicidadeNa denúncia que resultou na operação Dazazé, o MPRJ destaca não apenas a atuação violenta da milícia, como também indícios de corrupção de policiais militares do 39º BPM (Belford Roxo), com trocas de mensagens entre os agentes e os milicianos, além de influência na política local. A investigação conduzida pelo MPRJ teve início a partir do compartilhamento de provas de um procedimento eleitoral relacionado à coação de eleitores no pleito de 2023. Naquela apuração, surgiram indícios da intimidação de moradores que eram obrigados a votar candidato a vereador indicado pelos denunciados.
Nesta primeira fase da operação, os promotores apuraram que o grupo exercia controle territorial da região, nos bairros Babi e Xavantes, cobrava taxas de comerciantes sob a falsa promessa de proteção e articulava crimes violentos contra desafetos. Entre os denunciados está Jefferson Damázio Luquetti, conhecido como Kim, apontado como líder da organização criminosa.
Os mandados obtidos junto à 3ª Vara Especializada em Organizações Criminosas do Estado do Rio de Janeiro foram cumpridos em diversos bairros da região. A ação também contou com o apoio da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SEAP/RJ).
A investigação do GAECO/MPRJ continuará para identificar os policiais militares do 39º BPM (Belford Roxo) corrompidos pela milícia, para que os criminosos continuem atuando no município sem serem incomodados.
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