Tanto a cloroquina quanto o ivermectina, citados no documento, são amplamente defendidos pelo presidente Jair BolsonaroReprodução/TV Brasil
Por iG
Publicado 11/03/2021 18:53
Brasília - A Procuradoria-Geral da República negou nesta quinta-feira (11) um pedido de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentado pelo PDT.
A sigla apresentou uma notícia-crime contra o presidente por ter indicado o uso da Cloroquina e de “tratamento precoce”, medicamentos sem eficácia comprovada, para combater o novo coronavírus (Sars-Cov-2).
Publicidade
Na decisão, o Procurador da República, Augusto Aras , alega falta de "indícios mais robustos” para negar o pedido:
"Caso surjam indícios mais robustos da possível prática de ilícitos pelo requerido, serão adotadas as medidas cabíveis. Em face do exposto, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela negativa de seguimento à petição", diz a decisão assinada por Aras.
Publicidade
A notícia-crime havia sido encaminhada ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) em fevereiro. A ministra Rosa Weber enviou à PGR a ação, que foi negada.
Leia também
Daniel Silveira tem julgamento de denúncia da PGR contra ele adiada no STF
Ministro Fux pede "união dos três poderes" no 'preocupante' cenário da pandemia
Lava Jato, Moro e STF: o que está em jogo neste xadrez
No documento, o PDT alega que cerca de 3,2 milhões de comprimidos foram produzidos sem licitação pelo governo federal.
Publicidade
"Todos os estudos apontaram que o remédio [cloroquina] não interfere no quadro do paciente com o vírus nem reduz chances de contágio. Mesmo diante disso, o Presidente da República e o Ministério da Saúde lançaram campanha para a utilização de tratamento precoce contra a COVID-19, especificamente com a criação do aplicativo "TrateCov", em que se recomendava o uso da cloroquina”, declara o partido na notícia-crime contra Bolsonaro.
Leia mais