Hospital das Clínicas está investigando um caso de mucormicose, doença conhecida como 'fungo preto'Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Por O Dia
Publicado 05/06/2021 15:08
Um homem de 71 anos com covid-19 e suspeita de ser portador de mucormicose, doença conhecida como ‘fungo preto’, morreu na tarde desta quarta-feira, 2, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O homem foi testado positivo para covid-19 no dia 18 e já estava hospitalizado quando surgiram os sintomas do fungo preto. Outros casos já foram relatados em Santa Catarina, no Amazonas e em São Paulo. De acordo com o neurocientista e biólogo Fabiano de Abreu, diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito, a doença já existia no Brasil.
"A mucormicose, conhecida como fungo preto, é uma doença causada pelo fungo da família Mucorales, encontrados em substratos orgânicos em decomposição como fruta, solo, excremento e podem ser encontrados em pães. Entre os bolores pertencentes a esta família estão os Rhizopus, Rhizomucor e Mucor", explica Abreu. 
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O fungo preto se dá quando os esporos produzidos pelo bolor são inalados ou quando entram no corpo por corte ou laceração da pele. A enfermidade acontece normalmente quando o sistema imunológico está debilitado ou em caso de diabetes não controladas.

Tratamento

O tratamento pode ser com altas doses de anfotericina B por via intravenosa. A cirurgia é feita para remover tecido infectado e morto.

Sintomas

A mucormicose pode causar febre e dor nos seios paranasais. Se a órbita ocular for infectada pode haver perda da visão. O céu da boca (palato), os ossos faciais que rodeiam a cavidade ocular, os seios paranasais ou a divisão entre as fossas nasais (septos) podem ser destruídos pela infecção.
"O tecido morto fica preto e a infecção no cérebro pode provocar dificuldade de usar e entender a linguagem, convulsões, paralisia parcial, prejudica a memória e pode levar ao coma", explica Abreu. 
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Para finalizar, o doutor explica sobre o medo deste fungo chegar ao Brasil. “Não faz sentido o medo deste fungo chegar no Brasil se ele já está no país assim como com prevalência em países tropicais. É um fungo, como muitos outros, mas que pode ser letal quando em condições de baixa imunidade", afirma ele.
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