Publicado 08/04/2024 12:59 | Atualizado 08/04/2024 14:16
São Paulo - Um policial militar foi afastado após ser filmado agredindo uma pessoa na Estação da Luz da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo. O PM foi identificado pela Secretaria da Segurança Pública e afastado do seu cargo. A pasta disse ainda que "lamenta o ocorrido" e que um Inquérito Policial-Militar (IPM) foi instaurado para "apurar as circunstâncias dos fatos".
Em vídeo, que circula nas redes sociais, uma pessoa, que não foi identificada, aparece jogada no chão da plataforma da Linha 1-Azul na Estação da Luz.
O policial está em frente a ela perguntando repetidamente se ela estaria vendendo algo - o comércio de produtos é proibida nas dependências do metrô. A data do episódio e a identidade dos envolvidos no episódio não foram revelados.
Os dois discutem até que o policial dá um tapa no rosto da pessoa. No vídeo, é possível ouvir o barulho da agressão. A pessoa agredida usava uma bermuda com as cores da bandeira LGBT+.
O policial está em frente a ela perguntando repetidamente se ela estaria vendendo algo - o comércio de produtos é proibida nas dependências do metrô. A data do episódio e a identidade dos envolvidos no episódio não foram revelados.
Os dois discutem até que o policial dá um tapa no rosto da pessoa. No vídeo, é possível ouvir o barulho da agressão. A pessoa agredida usava uma bermuda com as cores da bandeira LGBT+.
Revolta
A ação fez com que organizações e políticos se revoltassem com o ocorrido. O Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo emitiu a seguinte nota sobre o ocorrido.
"Repudiamos a agressão policial contra uma jovem LGBT no Metrô de São Paulo, na Estação da Luz. Violência e truculência contra a população não é o papel dos agentes de segurança pública, e ações como essa não podem passar impunes".
Já o co-vereador de Osasco e ativista da causa LGBTQIA+, Higor Andrade, afirmou que pediria às imagens para entrar em contato com a corregedoria, pedindo que medidas fossem tomadas contra o militar.
"Eu e a deputada Monica Seixas solicitaremos imagens da estação de metrô Luz e encaminharemos denúncia a corregedoria para que sejam tomadas medidas sobre a agressão que uma mana LGBTQIA+ sofreu hoje de manhã, é inadmissível que casos como esses passem em pune. NÃO PASSARÃO!", escreveu.
Já a vereadora do PSOL-RJ, Monica Cunha, criticou a violência utilizada pelo militar em mais um post no X, antigo Twitter.
"Mais um caso de violência policial. Desta vez contra uma jovem LGBT no Metrô de São Paulo, na Estação da Luz. Violência e truculência contra a população não é o papel dos agentes de segurança pública, independente da situação. Que seja devidamente apurada a situação e o agente responsabilizado", escreveu.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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