Publicado 19/04/2024 12:01 | Atualizado 19/04/2024 16:42
Pará - A Polícia Federal (PF) anunciou nesta sexta (18) que atualmente é impossível estimar um prazo para a identificação dos novos corpos encontrados à deriva perto de Bragança, no litoral do Pará. A investigação, que visa identificar as vítimas, começou ontem (17), em parceria com a Polícia Científica do Pará.
Segundo a Polícia Federal, os cadáveres serão enterrados provisoriamente na cidade de Belém, no estado do Pará, até que suas identidades sejam confirmadas e as famílias das vítimas possam ser oficialmente informadas.
A teoria principal sugere que as vítimas tenham partido da África em direção às Ilhas Canárias, na Espanha. Este arquipélago é frequentemente utilizado como uma rota migratória para entrada nas fronteiras europeias. De acordo com a polícia, os primeiros pretendem apontar que o barco possivelmente partiu do país africano Mauritânia e acabou sendo transportado por correntes marítimas rumo ao Brasil.
Segundo a Polícia Federal, os cadáveres serão enterrados provisoriamente na cidade de Belém, no estado do Pará, até que suas identidades sejam confirmadas e as famílias das vítimas possam ser oficialmente informadas.
A teoria principal sugere que as vítimas tenham partido da África em direção às Ilhas Canárias, na Espanha. Este arquipélago é frequentemente utilizado como uma rota migratória para entrada nas fronteiras europeias. De acordo com a polícia, os primeiros pretendem apontar que o barco possivelmente partiu do país africano Mauritânia e acabou sendo transportado por correntes marítimas rumo ao Brasil.
“Como a migração de pessoas dos países africanos é uma questão humanitária que conta com milhares de pessoas desaparecidas e inexistem dados técnicos estruturados, não é possível estimar o prazo para identificação dos nove corpos. O órgão faz todos os esforços para que a identidade das vítimas seja estabelecida no menor tempo possível”, informou a PF.
O trabalho de perícia envolveu mais de 30 pessoas em trabalho multidisciplinar, adotando o padrão de identificação de vítimas de desastres da Interpol. Entre os exames realizados estão: radiológico; exame de vestes, pertences, documentos e adereços; exame médico-legal, com coleta de material para exames de DNA e de isótopos estáveis; exames odontolegal, necropapiloscopico, estação de verificação de documentos e controle de qualidade.
Os dados colhidos foram enviados para o processo de identificação em Brasília, pelo Instituto Nacional de Criminalística e Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal, com apoio da Interpol e organismos internacionais.
Também na quarta-feira (17), os peritos da Polícia Federal e da Polícia Científica estadual finalizaram o exame da embarcação, assim como de todos os pertences, vestes e objetos que estavam em seu interior.
No barco foram encontradas 25 capas de chuva e diversos objetos. Também foram localizados 27 telefones celulares, encaminhados para exames periciais no instituto nacional de criminalística.
“As possíveis informações extraídas dos celulares, dos seus chips e cartões de memória, em conjunto com ações de cooperação internacional, serão utilizadas para trazer indicativos sobre a identidade dos ocupantes da embarcação”, disse a PF.
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