Publicado 14/02/2025 10:51
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu a possibilidade de disputar a reeleição em 2026, mas condicionou a decisão à sua saúde. O petista, que tem 79 anos, disse que, "se eu estiver legal e achar que posso ser candidato, eu posso ser candidato".
"Se eu vou ser candidato ou não em 2026, tem uma discussão com muitos partidos políticos, com a sociedade brasileira. Eu tenho 79 anos, tenho que ter consciência comigo mesmo, não posso mentir para ninguém, e muito menos pra mim", afirmou Lula em à Rádio Clube do Pará nesta sexta-feira, 14.
"Se eu estiver com 100% de saúde, se eu tiver com a energia que eu tenho hoje, inclusive de cabeça limpa. Sabe por quê? Eu caí um tombo em outubro de 2024, machuquei a cabeça, e eu fiz um tratamento, limpei a cabeça. Tirei tudo o que era bobagem que tinha na cabeça, só ficou coisa boa agora e pensamento positivo. Então, é esse país que a gente vai discutir em 2026. Se eu estiver legal e achar que posso ser candidato, eu posso ser candidato, mas não é minha prioridade agora", completou. Na resposta, o presidente ponderou ser "muito cedo" para falar sobre o próximo pleito eleitoral.
Publicidade"Se eu vou ser candidato ou não em 2026, tem uma discussão com muitos partidos políticos, com a sociedade brasileira. Eu tenho 79 anos, tenho que ter consciência comigo mesmo, não posso mentir para ninguém, e muito menos pra mim", afirmou Lula em à Rádio Clube do Pará nesta sexta-feira, 14.
"Se eu estiver com 100% de saúde, se eu tiver com a energia que eu tenho hoje, inclusive de cabeça limpa. Sabe por quê? Eu caí um tombo em outubro de 2024, machuquei a cabeça, e eu fiz um tratamento, limpei a cabeça. Tirei tudo o que era bobagem que tinha na cabeça, só ficou coisa boa agora e pensamento positivo. Então, é esse país que a gente vai discutir em 2026. Se eu estiver legal e achar que posso ser candidato, eu posso ser candidato, mas não é minha prioridade agora", completou. Na resposta, o presidente ponderou ser "muito cedo" para falar sobre o próximo pleito eleitoral.
Congresso
Lula também disse que os novos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vão "ajudar muito" o governo federal nos próximos dois anos. O presidente também agradeceu os antecessores dos dois, o deputado Arthur Lira (PP-AL) e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
"Sou agradecido ao Congresso, ao Arthur Lira e ao Rodrigo Pacheco. E agora temos dois novos presidentes que vão nos ajudar muito, para que a gente coloque não a pauta do governo, mas a pauta das necessidades do povo, para votar", disse.
"Quando a gente colocar a pauta do povo, tenho certeza de que o Congresso vai aprovar. Estou muito tranquilo quanto a isso", completou o presidente.
"Sou agradecido ao Congresso, ao Arthur Lira e ao Rodrigo Pacheco. E agora temos dois novos presidentes que vão nos ajudar muito, para que a gente coloque não a pauta do governo, mas a pauta das necessidades do povo, para votar", disse.
"Quando a gente colocar a pauta do povo, tenho certeza de que o Congresso vai aprovar. Estou muito tranquilo quanto a isso", completou o presidente.
Margem Equatorial
Lula defendeu uma "mediação" entre as pessoas que são a favor e contra a exploração de petróleo na Margem Equatorial para "pensar na necessidade do Brasil". O chefe do Executivo repetiu o que disse na quinta-feira, 13, de que sonha que "um dia a gente não vá mais precisar de combustível fóssil", mas voltou a defender a pesquisa e exploração no local.
O petista afirmou que o Brasil "é um país privilegiado, porque temos mais energia elétrica limpa" e que "nesse aspecto ninguém vai dar lição no Brasil".
"Temos de agir com responsabilidade. Não quero que a exploração de petróleo venha a causar nenhum dano ao meio ambiente. Por isso levamos muito a sério uma discussão para que a Petrobras cumpra todos os requisitos ambientais, para que a gente tenha certeza que se acontecer um problema qualquer a gente tenha tempo de resolver e evitar qualquer desgraça como aconteceu no Golfo do México", afirmou o presidente.
Ele disse ter certeza de que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, "jamais será contra", mas que a questão é "como fazer" a pesquisa e a exploração de modo a não causar danos ambientais.
"Tenho certeza de que a Marina jamais será contra, porque ela é muito inteligente. Não é que ela não queira fazer, mas é como fazer. Esse como fazer é uma coisa que eu quero, ela quer e você quer. Como fazer para não sermos predatórios com a nossa querida Amazônia. Por isso vamos fazer com muita responsabilidade. E se tiver petróleo, vamos ter mais dinheiro para fazer educação, saúde, ciência e tecnologia, mais gente no Ibama, professor, médico", afirmou Lula, ressaltando a importância de os recursos serem reinvestidos em ações de fiscalização de crimes ambientais, por exemplo.
O presidente da República disse que o país não pode "prescindir de pesquisar se existe ou não uma quantidade de riquezas que pensamos que existe na Margem Equatorial, que está a 575km da margem do rio".
Afirmou que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, tem trabalhado para tentar destravar o processo e que o o governo quer "ao Ibama e à companheira Marina que é plenamente possível fazermos a prospecção de petróleo".
Segundo ele, eventuais riquezas que possam vir a ser exploradas na Margem Equatorial é que podem garantir a transição energética e "manter nossas florestas em pé". "Se não encontrar petróleo, tudo bem, vamos procurar em outro lugar", disse o presidente.
O petista afirmou que o Brasil "é um país privilegiado, porque temos mais energia elétrica limpa" e que "nesse aspecto ninguém vai dar lição no Brasil".
"Temos de agir com responsabilidade. Não quero que a exploração de petróleo venha a causar nenhum dano ao meio ambiente. Por isso levamos muito a sério uma discussão para que a Petrobras cumpra todos os requisitos ambientais, para que a gente tenha certeza que se acontecer um problema qualquer a gente tenha tempo de resolver e evitar qualquer desgraça como aconteceu no Golfo do México", afirmou o presidente.
Ele disse ter certeza de que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, "jamais será contra", mas que a questão é "como fazer" a pesquisa e a exploração de modo a não causar danos ambientais.
"Tenho certeza de que a Marina jamais será contra, porque ela é muito inteligente. Não é que ela não queira fazer, mas é como fazer. Esse como fazer é uma coisa que eu quero, ela quer e você quer. Como fazer para não sermos predatórios com a nossa querida Amazônia. Por isso vamos fazer com muita responsabilidade. E se tiver petróleo, vamos ter mais dinheiro para fazer educação, saúde, ciência e tecnologia, mais gente no Ibama, professor, médico", afirmou Lula, ressaltando a importância de os recursos serem reinvestidos em ações de fiscalização de crimes ambientais, por exemplo.
O presidente da República disse que o país não pode "prescindir de pesquisar se existe ou não uma quantidade de riquezas que pensamos que existe na Margem Equatorial, que está a 575km da margem do rio".
Afirmou que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, tem trabalhado para tentar destravar o processo e que o o governo quer "ao Ibama e à companheira Marina que é plenamente possível fazermos a prospecção de petróleo".
Segundo ele, eventuais riquezas que possam vir a ser exploradas na Margem Equatorial é que podem garantir a transição energética e "manter nossas florestas em pé". "Se não encontrar petróleo, tudo bem, vamos procurar em outro lugar", disse o presidente.
Trump
O chefe do Executivo também disse que não tem relacionamento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que qualquer taxação de produtos brasileiros nos EUA, como o aço, por exemplo, poderá ter como reação a taxação de produtos norte-americanos no Brasil.
Trump assinou, na última segunda-feira, 10, duas ordens executivas impondo uma tarifa de 25% sobre aço e alumínio de todos os países globalmente. O Brasil, segundo maior fornecedor de aço para os EUA, é um dos atingidos.
O governo brasileiro está discutindo como reagir em relação ao caso. Os principais conselheiros escolhidos por Lula para discutir o tema até aqui foram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviços.
Em entrevista à Rádio Clube do Pará na manhã desta sexta, Lula disse, em relação à taxação do aço brasileiro, que o Brasil deverá "reagir comercialmente", "denunciar na OMC" ou "taxar produtos que a gente importa deles".
"Enquanto os EUA tiverem a relação civilizada e harmônica com o Brasil, está tudo bem. Agora, ouvi dizer que vai taxar o aço brasileiro. Se taxar, vamos reagir comercialmente ou vamos denunciar na OMC ou vamos taxar os produtos que a gente importa deles. A relação do Brasil com os EUA é muito igualitária. Eles importam US$ 40 bilhões. Nós importamos US$ 45 bilhões", disse o presidente da República.
Lula disse que o relacionamento entre Brasil e EUA é entre os Estados, não entre os presidentes. Afirmou não ter conversado com Trump desde sua posse, por exemplo. Sugeriu, ainda, que os Estados Unidos tenham deixado de se preocupar com a democracia e com o livre mercado a nível mundial e tenham adotado um discurso protecionista.
"Estou preocupado que os EUA, depois da Segunda Guerra Mundial, virou uma espécie de patrono da democracia e xerife do mundo. Agora, o discurso não é mais esse. A democracia não está mais valendo tanto. Eles, que defendiam o mercado livre, agora estão defendendo o protecionismo. É os EUA para os americanos, tudo para os americanos, vou taxar todos os produtos, vou tomar a Groenlândia, anexar o Canadá", disse.
"Eu me preocupo com isso porque o que está em risco no mundo é a democracia e eles estão agora negando tudo isso", completou.
Lula disse que o Brasil quer paz, não guerra. "Não queremos atrito com ninguém. O Brasil não tem contencioso internacional. Queremos paz e tranquilidade. Se o Trump tiver esse comportamento com o Brasil, teremos esse comportamento com os EUA. Agora, se tiver alguma atitude com o Brasil haverá reciprocidade", disse. E reiterou esperar que o presidente norte-americano, Donald Trump, "saiba que o mundo precisa de tranquilidade, e não nervosismo".
Trump assinou, na última segunda-feira, 10, duas ordens executivas impondo uma tarifa de 25% sobre aço e alumínio de todos os países globalmente. O Brasil, segundo maior fornecedor de aço para os EUA, é um dos atingidos.
O governo brasileiro está discutindo como reagir em relação ao caso. Os principais conselheiros escolhidos por Lula para discutir o tema até aqui foram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviços.
Em entrevista à Rádio Clube do Pará na manhã desta sexta, Lula disse, em relação à taxação do aço brasileiro, que o Brasil deverá "reagir comercialmente", "denunciar na OMC" ou "taxar produtos que a gente importa deles".
"Enquanto os EUA tiverem a relação civilizada e harmônica com o Brasil, está tudo bem. Agora, ouvi dizer que vai taxar o aço brasileiro. Se taxar, vamos reagir comercialmente ou vamos denunciar na OMC ou vamos taxar os produtos que a gente importa deles. A relação do Brasil com os EUA é muito igualitária. Eles importam US$ 40 bilhões. Nós importamos US$ 45 bilhões", disse o presidente da República.
Lula disse que o relacionamento entre Brasil e EUA é entre os Estados, não entre os presidentes. Afirmou não ter conversado com Trump desde sua posse, por exemplo. Sugeriu, ainda, que os Estados Unidos tenham deixado de se preocupar com a democracia e com o livre mercado a nível mundial e tenham adotado um discurso protecionista.
"Estou preocupado que os EUA, depois da Segunda Guerra Mundial, virou uma espécie de patrono da democracia e xerife do mundo. Agora, o discurso não é mais esse. A democracia não está mais valendo tanto. Eles, que defendiam o mercado livre, agora estão defendendo o protecionismo. É os EUA para os americanos, tudo para os americanos, vou taxar todos os produtos, vou tomar a Groenlândia, anexar o Canadá", disse.
"Eu me preocupo com isso porque o que está em risco no mundo é a democracia e eles estão agora negando tudo isso", completou.
Lula disse que o Brasil quer paz, não guerra. "Não queremos atrito com ninguém. O Brasil não tem contencioso internacional. Queremos paz e tranquilidade. Se o Trump tiver esse comportamento com o Brasil, teremos esse comportamento com os EUA. Agora, se tiver alguma atitude com o Brasil haverá reciprocidade", disse. E reiterou esperar que o presidente norte-americano, Donald Trump, "saiba que o mundo precisa de tranquilidade, e não nervosismo".
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