Publicado 22/05/2025 18:27
Acusado de espancar a mulher, em dezembro de 2021, o juiz José Daniel Dinis Gonçalves, do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi punido com pena de disponibilidade por dois anos. A decisão foi tomada pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça. Dinis Gonçalves já havia sido afastado das funções na Vara de Fazenda Pública de Araçatuba, interior de São Paulo.
PublicidadeO Estadão busca contato com a defesa do juiz. O espaço está aberto.
Inicialmente, o caso foi alvo de julgamento no Tribunal de Justiça estadual que aplicou pena de censura ao juiz. Em Revisão Disciplinar, sob relatoria do conselheiro Alexandre Teixeira, o CNJ modificou a pena "devido à gravidade do caso".
A disponibilidade significa que o magistrado vai ficar dois anos fora das funções, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço já cumprido.
Segundo os autos, a então mulher de Dinis Gonçalves sofreu graves lesões ao bater o corpo em um móvel e cair de cabeça no chão. Na época, ela ficou internada 30 dias em um hospital.
Na sessão desta terça, 25, os conselheiros destacaram que, além de ter empurrado a vítima, "o juiz não socorreu a esposa" . Ele também teria feito ameaças a quem se dispôs a ajudar sua mulher no dia das agressões.
Os conselheiros lembraram que "o CNJ tem o papel de combater a violência contra as mulheres".
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