Juliana postou momentos da viagem Reprodução/Instagram
Publicado 24/06/2025 12:25 | Atualizado 25/06/2025 07:49
O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota nesta terça-feira (24) lamentou a morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu em uma trilha de vulcão no Monte Rinjani, na Indonésia. O corpo foi encontrado após quatro dias de buscas no local.
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No comunicado, o Itamaraty expressou pesar e solidariedade aos familiares: "O governo brasileiro transmite suas condolências aos familiares e amigos da turista brasileira pela imensa perda nesse trágico acidente".

O ministério também informou que a Embaixada do Brasil em Jacarta atuou junto às autoridades locais no "mais alto nível", acompanhando de perto as operações de busca e resgate desde quando foi notificada sobre o acidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também lamentou a morte da jovem. Nas redes sociais, o chefe do Executivo reafirmou que os serviços diplomáticos do Brasil e consulares na Indonésia "seguirão prestando todo o apoio à família".
"Recebi com muita tristeza a notícia da morte de Juliana Marins após queda durante trilha no vulcão Rinjani. Nossos serviços diplomáticos e consulares na Indonésia seguirão prestando todo o apoio à sua família neste momento de tanta dor. E quero expressar a minha solidariedade à sua família – solidariedade que, tenho certeza, também é de todo o povo brasileiro. Que Deus conforte seus corações", publicou.
A morte foi confirmada pela família da niteroiense nesta terça. Em comunicado divulgado nas redes sociais, os parentes agradeceram o apoio que receberam durante os dias de buscas.
"Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebidos", informou a página dedicada a atualizações sobre o caso.
Relembre o caso
Juliana fazia um passeio, por meio da empresa de turismo Ryan Tour, pelo vulcão Rinjani, em Lombok, ilha na Indonésia. Moradora de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, ela ficaria de sexta (20) a domingo (22) na região. A trilha integrava um passeio conhecido como mochilão, no qual ela estava desde fevereiro, com passagens por outros países asiáticos, como Filipinas, Vietnã e Tailândia.
Então, ela caiu da trilha. Um grupo de turistas espanhóis avistou a brasileira e passou a monitorá-la, fazendo fotos e vídeos, inclusive com uso de drone. As imagens mostram Juliana sentada em uma área inclinada, aparentemente com dificuldade de se levantar e retornar.
Eles localizaram Juliana nas redes sociais, e foi assim que a família tomou conhecimento do caso e conseguiu contato com o grupo no sábado (21). Mesmo assim, as notícias ainda eram escassas, o que só aumentava a angústia dos familiares.
"Não se sabe se ela quebrou algum osso, porque ela não consegue se levantar. Ela não se mexia. O máximo que conseguia era movimentar os braços", descreveu Mariana, com base nas imagens enviadas pelos espanhóis.
Ainda segundo informações recebidas pela irmã de Juliana, a situação da turista ficou mais delicada após a passagem de uma neblina. "Eles (turistas espanhóis) ficaram horas sem ver a Juliana. A neblina molhou muito o solo, minha irmã passou a escorregar. E depois que a neblina sumiu, ela já estava bem mais abaixo na montanha, muito próxima do precipício."
Desde então, a família da turista vinha fazendo apelos às autoridades para que acelerassem as buscas e mobilizassem mais reforços no resgate. Na segunda (23), guias experientes e voluntários se juntaram ao resgate e permanecem no local.
 
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