Publicado 26/06/2025 12:24
O Brasil tem 502 milhões de dispositivos digitais (computador, notebook, tablet e smartphone) em uso doméstico ou corporativo no Brasil — ou seja, em junho deste ano, foram contabilizados 2,4 dispositivos digitais por habitante. Os dados fazem parte da 36ª edição da Pesquisa Anual do FGVcia sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, divulgada nesta quinta-feira, 26, pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (FGVcia) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas.
PublicidadeO estudo revela ainda que há 1,3 smartphone por habitante, totalizando 272 milhões de celulares inteligentes em uso no Brasil. Adicionando os notebooks e os tablets, são 460 milhões de dispositivos portáteis, ou 2,2 por habitante. No país, são 2,2 celulares vendidos para um aparelho de TV.
Em relação a computadores, o Brasil possui 230 milhões (desktop, notebook e tablet) em uso, atingindo 1,1 computador por habitante (108% per capita). As vendas em 2024 cresceram 5%, com 12,6 milhões de unidades. Estima-se a venda total com crescimento ainda maior em 2025, com aumento na proporção de notebooks.
Pela primeira vez, a pesquisa quantificou a participação dos programas de Inteligência Artificial Generativa: Microsoft Copilot lidera com 40%; ChatGPT da OpenAI 32%; e Google Gemini 20%. Esses programas são utilizados para Chatbot, Machine Learning e Reconhecimento Biométrico (digital, facial, palmar, entre outros).
“Chamou atenção o baixo uso de Inteligência Artificial nas empresas: embora 80% declararam utilizá-la, 75% delas usam muito pouco. Outro ponto é que as empresas estão realizando mais reuniões híbridas, com predominância do programa Teams e o uso de Excel”. destaca o coordenador da pesquisa, Fernando Meirelles.
Ele apontou ainda que os principais projetos de TI nas empresas no Brasil continuam com o foco em “inteligência artificial integrada com inteligência analítica (Analytics), transformação digital e implementação do “novo” ERP, com foco no Alinhamento Estratégico. Com isso, os gastos e investimentos em TI continuam crescendo em valor, maturidade e importância nos negócios. Nos bancos, por exemplo, esses gastos devem atingir cerca de R$ 56 bilhões até 2027”.
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