Publicado 30/06/2025 12:54
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizaram nas redes sociais o ato esvaziado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista. Com o público estimado de 12,4 mil pessoas, segundo projeto ligado à Universidade de São Paulo (USP), a passeata contou com a menor adesão desde o fim do mandato do ex-presidente. Representantes da direita, no entanto, consideram que o ato foi positivo.
O ministro Paulo Teixeira, da pasta de Desenvolvimento Agrário, ironizou uma fala de Bolsonaro durante o interrogatório ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Apenas 12 mil 'malucos' comparecem à avenida paulista para se despedir do futuro presidiário", disse o ministro. "Afinal, os demais não quiseram assumir a condição de 'malucos' como o próprio inelegível os definiu". Em 10 de junho, Bolsonaro chamou os manifestantes que clamavam por intervenção militar em frente aos quartéis de "malucos".
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) chamou o ato de "fracasso retumbante". "O evento mais pareceu um último suspiro de um bolsonarismo em apuros, com ataques vazios, plateia minguante e aliados em debandada", disse a parlamentar em publicação no X (antigo Twitter).
"Parece que 'flopou' de novo, né?", ironizou o presidente interno do PT, o senador Humberto Costa (PE). Nas redes sociais, o termo "flop" é sinônimo de performance abaixo das expectativas.
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT), compartilhou uma imagem aérea do ato com o público disperso e afirmou que a fotografia mostra "o bolsonarismo passando vergonha mais uma vez".
Para o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), "passou vergonha", além de Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O aliado do ex-presidente esteve presente no ato e, em discurso, pediu por "anistia e pacificação". A fala do governador contou com críticas ao PT e sugeriu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro em 2026, ainda que o ex-presidente esteja inelegível.
PublicidadeO ministro Paulo Teixeira, da pasta de Desenvolvimento Agrário, ironizou uma fala de Bolsonaro durante o interrogatório ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Apenas 12 mil 'malucos' comparecem à avenida paulista para se despedir do futuro presidiário", disse o ministro. "Afinal, os demais não quiseram assumir a condição de 'malucos' como o próprio inelegível os definiu". Em 10 de junho, Bolsonaro chamou os manifestantes que clamavam por intervenção militar em frente aos quartéis de "malucos".
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) chamou o ato de "fracasso retumbante". "O evento mais pareceu um último suspiro de um bolsonarismo em apuros, com ataques vazios, plateia minguante e aliados em debandada", disse a parlamentar em publicação no X (antigo Twitter).
"Parece que 'flopou' de novo, né?", ironizou o presidente interno do PT, o senador Humberto Costa (PE). Nas redes sociais, o termo "flop" é sinônimo de performance abaixo das expectativas.
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT), compartilhou uma imagem aérea do ato com o público disperso e afirmou que a fotografia mostra "o bolsonarismo passando vergonha mais uma vez".
Para o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), "passou vergonha", além de Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O aliado do ex-presidente esteve presente no ato e, em discurso, pediu por "anistia e pacificação". A fala do governador contou com críticas ao PT e sugeriu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro em 2026, ainda que o ex-presidente esteja inelegível.
Apoiadores de Bolsonaro comemoram
Nas redes sociais, os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram a passeata realizada na Avenida Paulista.
No X (antigo Twitter), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comemorou o ato e afirmou que "ninguém aguenta mais o PT".
"A gente foi pra Paulista hoje pra pedir justiça, pra pedir pacificação, pra orar pela volta da esperança e da prosperidade no nosso país. Ninguém aguenta mais o retrocesso, a irresponsabilidade, a inflação. Ninguém aguenta mais o PT. E se tá tudo caro, volta @jairbolsonaro!", escreveu.
Embora não tenha admitido a baixa adesão ao ato, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), citou "futebol" e "fim de mês" como fatores a serem considerados na presença do público da manifestação.
"Pode ter futebol, pode ser fim de mês, pode ser tudo. Eu desafio a esquerda brasileira a colocar 10% da quantidade de gente que tem aqui hoje", afirmou o deputado em entrevista a jornalistas. Neste domingo, 29, o Flamengo jogou com o Bayern de Munique pelas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes em horário coincidente ao ato na Paulista.
"Pode ter futebol, pode ser fim de mês, pode ser tudo. Eu desafio a esquerda brasileira a colocar 10% da quantidade de gente que tem aqui hoje", afirmou o deputado em entrevista a jornalistas. Neste domingo, 29, o Flamengo jogou com o Bayern de Munique pelas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes em horário coincidente ao ato na Paulista.
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicou o vídeo de uma senhora segurando uma placa com a frase "Eu não desisto" e comentou: "O que nos move".
O pastor Silas Malafaia compartilhou trechos do evento e de seu discurso. Em uma das postagens, ele escreveu: "Assim foi o início e a nossa chegada à Avenida Paulista, neste 29 de junho, para a manifestação em favor da justiça. JUSTIÇA JÁ!".
Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, também comentou a passeata em suas redes sociais. "Hoje foi um dia de luta! Um dia de estampar as cores do nosso Brasil e defender o caminho que acreditamos ser o melhor para o Brasil. O governo Lula é uma tragédia par o nosso Brasil. Mas 2026 está chegando e o fim desse governo também!", compartilhou.
* Com informações do Estadão Conteúdo
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