Eduardo diz que não avisou Bolsonaro de sua decisãoReprodução/redes sociais
Publicado 14/07/2025 15:58 | Atualizado 14/07/2025 15:59
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (14), que continuará nos Estados Unidos e lamentou ter que abrir mão de seu mandato parlamentar. Segundo ele, a razão é que, se retornasse ao Brasil, seria 'perseguido e preso' pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A licença de Eduardo Bolsonaro termina no próximo domingo (20). Ele pediu 122 dias de afastamento em 20 de março.
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"Se for o caso de perder o mandato, vou perder o mandato e continuar aqui. O trabalho que estou fazendo aqui é mais importante do que o trabalho que eu poderia fazer no Brasil. No Brasil, o STF, quer dizer, Alexandre de Moraes, ia tentar colocar uma coleira em mim, tirar meu passaporte, me fazer de refém, ficar ameaçando, como ele sempre faz - mandando a Polícia Federal na Casa, abrindo inquérito, inquirindo pessoas ao meu entorno", disse em entrevista à Coluna do Estadão.
O parlamentar também desafiou o ministro do Supremo. "Agora, se o Alexandre de Moraes quiser, eu desafio ele a me condenar à revelia e mandar o pedido de extradição para os Estados Unidos."
Ao ser questionado se havia avisado Bolsonaro, Eduardo respondeu que não informou o pai. "Não comuniquei não. Não é que não volta mais. Não volto enquanto persistir esse cenário. Não conversei com meu pai. Mas tenho dois caminhos bem claros: seguir nos Estados Unidos trabalhando na nossa causa ou retornar para ser preso. Acho que ninguém duvida que eu seria preso se eu retornar para o Brasil", explicou.
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