Publicado 22/08/2025 12:26 | Atualizado 22/08/2025 12:29
O jornalista bolsonarista Paulo Figueiredo, que articula, ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sanções contra o Brasil nos Estados Unidos, fez publicações nas redes sociais em que ameaça o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, por não pautar o projeto que prevê anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela trama golpista. As postagens foram feitas nesta quinta-feira (21).
PublicidadeNo X (antigo Twitter), ele afirmou que está evidente que Motta "está simplesmente enrolando e ganhando tempo para não votar na anistia agora". Em seguida, incitou os parlamentares a obstruir o Congresso.
"Está evidente que o @HugoMottaPB está simplesmente enrolando e ganhando tempo para não votar anistia agora. Deputados, sinto dizer, mas vocês terão que ocupar fisicamente a mesa novamente. E ele que se vire para suspender mais de 100 mandatos e, na prática, fechar o Congresso", escreveu.
"Alias, @HugoMottaPB, eu espero que você leia com a atenção o regimento da Câmara, porque a substituição do presidente é muito mais simples do que você imagina. Este é o caminho que está se tornando inevitável", acrescentou.
Na quarta-feira (20), após o indiciamento de Eduardo Bolsonaro e o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o blogueiro havia publicado uma imagem gerada por inteligência artificial de uma banana com expressão triste. O conteúdo permaneceu no ar por apenas alguns minutos, antes de ser apagado, mas gerou especulações sobre sua motivação.
A publicação gerou especulações, entre os seguidores do jornalista, porque Eduardo é conhecido pelo apelido "bananinha". O apelido foi dado pelo então vice-presidente Hamilton Mourão em 2020, quando ele criticou a postura do deputado durante a pandemia de Covid-19. Desde então, o termo passou a ser usado de forma pejorativa, principalmente por opositores.
Em 2021, Eduardo chegou a acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), que o chamou pelo apelido, mas a ação foi rejeitada. Ele pedia 20 mil reais em indenização.
Quem é Paulo Figueiredo
O jornalista Paulo Figueiredo é neto do ex-presidente da ditadura militar João Figueiredo. Ele foi um dos principais defensores do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.
Antes de se tornar influenciador e lobista político nos EUA, Figueiredo atuou como comentarista de TV. Com forte discurso contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e apoio declarado ao ex-presidente Bolsonaro, ganhou projeção nas redes sociais.
Em 2022, foi alvo de decisões judiciais do Supremo que determinaram o bloqueio de suas redes sociais no Brasil, o congelamento de bens e o cancelamento do passaporte.
Formado em economia, ele tem especializações em instituições como Harvard, London School of Economics e MIT. Atualmente, apresenta um canal no YouTube e escreve para o site conservador norte-americano "The Epoch Times". Seu curso online "O Fim da América e do Mundo Como Conhecemos" tem milhares de alunos.
Figueiredo também participou de audiências no Congresso dos EUA, nas quais acusou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de comandar uma "ditadura brasileira" e pediu sanções contra o magistrado com base na Lei Magnitsky, que permite punir autoridades estrangeiras acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos.
Formado em economia, ele tem especializações em instituições como Harvard, London School of Economics e MIT. Atualmente, apresenta um canal no YouTube e escreve para o site conservador norte-americano "The Epoch Times". Seu curso online "O Fim da América e do Mundo Como Conhecemos" tem milhares de alunos.
Figueiredo também participou de audiências no Congresso dos EUA, nas quais acusou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de comandar uma "ditadura brasileira" e pediu sanções contra o magistrado com base na Lei Magnitsky, que permite punir autoridades estrangeiras acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos.
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