Publicado 23/08/2025 13:58 | Atualizado 23/08/2025 13:59
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra o ex-servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro. Ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Tagliaferro é acusado de vazar informações à imprensa e de tentar atrapalhar as investigações.
PublicidadeNa denúncia, Gonet ainda diz que o ex-servidor tentou colocar em dúvida a legitimidade do processo eleitoral e prejudicar as investigações sobre atos antidemocráticos. Mensagens trocadas entre Tagliaferro e juízes auxiliares de Moraes foram divulgadas pela imprensa. Em sua rede social, o ex-servidor se identificar como "perito em computação forense perseguido politicamente por Alexandre de Moraes". A defesa de Tagliaferro não foi localizada
A denúncia imputa ao ex-servidor os crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Na denúncia, Gonet ainda diz que o ex-servidor tentou colocar em dúvida a legitimidade do processo eleitoral e prejudicar as investigações sobre atos antidemocráticos. Mensagens trocadas entre Tagliaferro e juízes auxiliares de Moraes foram divulgadas pela imprensa. Em sua rede social, o ex-servidor se identifica como "perito em computação forense perseguido politicamente por Alexandre de Moraes". A defesa de Tagliaferro não foi localizada.
Segundo o Ministério Público, Tagliaferro teria repassado à imprensa "diálogos confidenciais" com intuito de interferir na "credibilidade e lisura das investigações". Em agosto de 2024, o jornal Folha de S. Paulo divulgou diálogos entre servidores da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), órgão do TSE subordinado à presidência da Corte Eleitoral. Durante as eleições de 2022, o posto foi ocupado por Moraes.
As mensagens revelaram que a assessoria, então chefiada por Tagliaferro, foi acionada para munir inquéritos de Moraes no STF Em nota, o gabinete de Moraes afirmou que, no curso dos inquéritos, fez solicitações a inúmeros órgãos, incluindo o TSE. Segundo o magistrado, todas as ações foram feitas seguindo os termos regimentais.
Entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tagliaferro tornou-se um exemplo das arbitrariedades praticadas por Moraes.
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