Publicado 29/08/2025 11:12 | Atualizado 29/08/2025 11:21
A Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) emitiu, nesta quinta-feira (28), um manifesto criticando a decisão de reduzir as penas dos condenados pela tragédia da Boate Kiss. Ainda cabe recurso.
O caso aconteceu em 27 de janeiro de 2013 e deixou 242 pessoas mortas e outras 636 feridas.
No documento, divulgado nas redes sociais, a entidade afirma que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) tomou uma decisão que beneficia os réus condenados e diminui a importância das vítimas do incêndio.
"O que já era pouco perto do dano por eles causado, pareceu injusto ao TJRS. Lhe parecendo demasiada punição para esses réus, era preciso fazê-la ainda menor, mais irrisória. Reduziu em 10 anos para não deixar dúvidas de que as vidas das 242 vítimas - e dos sobreviventes - nada valem para o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul", escreveram os familiares em nota.
PublicidadeO caso aconteceu em 27 de janeiro de 2013 e deixou 242 pessoas mortas e outras 636 feridas.
No documento, divulgado nas redes sociais, a entidade afirma que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) tomou uma decisão que beneficia os réus condenados e diminui a importância das vítimas do incêndio.
"O que já era pouco perto do dano por eles causado, pareceu injusto ao TJRS. Lhe parecendo demasiada punição para esses réus, era preciso fazê-la ainda menor, mais irrisória. Reduziu em 10 anos para não deixar dúvidas de que as vidas das 242 vítimas - e dos sobreviventes - nada valem para o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul", escreveram os familiares em nota.
De acordo com a associação, os desembargadores do tribunal, com essas medidas, reforçam a descrença da sociedade nas instituições e garantem a impunidade. "O que estão fazendo é confirmando que os ricos, os que podem pagar advogados influentes e assim se beneficiar dos meandros da lei processual, sairão ilesos, terão a impunidade garantida."
Decisão do TJRS
Os desembargadores da 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiram, por unanimidade, reduzir as penas dos réus. A decisão ainda cabe recurso.
Veja abaixo como ficaram as penas dos quatro condenados:
. Elissandro Callegaro Sporh havia sido condenado a 22 anos e 6 meses, mas agora cumprirá 12 anos;
. Mauro Londero Hoffmann teria que cumprir 19 anos e 6 meses, porém a pena foi alterada para 12 anos;
. Marcelo Jesus dos Santos havia sido condenado a 18 anos, mas, com a mudança, passará a cumpri 11 anos;
. Luciano Bonilha Leão também havia sido condenado a 18 anos, porém a pena foi reduzida para 11 anos.
Relembre o caso
A tragédia aconteceu em 27 de janeiro de 2013. A Boate Kiss, localizada na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, sediava uma festa universitária com um show da banda Gurizada Fandagueira.
Durante a apresentação, o vocalista Marcelo de Jesus Santos tentou iniciar um show pirotécnico e apontou o artefato para cima. As fagulhas atingiram o teto do estabelecimento e deram início ao incêndio.
O calor e a fumaça tóxica rapidamente se espalharam, e muitos não conseguiram sair a tempo. O acidente causou a morte de 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos.
Decisão do TJRS
Os desembargadores da 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiram, por unanimidade, reduzir as penas dos réus. A decisão ainda cabe recurso.
Veja abaixo como ficaram as penas dos quatro condenados:
. Elissandro Callegaro Sporh havia sido condenado a 22 anos e 6 meses, mas agora cumprirá 12 anos;
. Mauro Londero Hoffmann teria que cumprir 19 anos e 6 meses, porém a pena foi alterada para 12 anos;
. Marcelo Jesus dos Santos havia sido condenado a 18 anos, mas, com a mudança, passará a cumpri 11 anos;
. Luciano Bonilha Leão também havia sido condenado a 18 anos, porém a pena foi reduzida para 11 anos.
Relembre o caso
A tragédia aconteceu em 27 de janeiro de 2013. A Boate Kiss, localizada na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, sediava uma festa universitária com um show da banda Gurizada Fandagueira.
Durante a apresentação, o vocalista Marcelo de Jesus Santos tentou iniciar um show pirotécnico e apontou o artefato para cima. As fagulhas atingiram o teto do estabelecimento e deram início ao incêndio.
O calor e a fumaça tóxica rapidamente se espalharam, e muitos não conseguiram sair a tempo. O acidente causou a morte de 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos.
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