Presidente Lula participa de mutirão para redução das filas do SUSDivulgação / Ricardo Stuckert / PR
Publicado 13/09/2025 14:36
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lembrou o período da pandemia de covid e disse que a questão da saúde "não tem esquerda ou direita". As declarações ocorreram em uma visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), para acompanhar um dia de mutirão de atendimento à população realizado pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde.

"Em se tratando de saúde, não tem esquerda ou direita, tem que estar comprometido com a saúde do povo", afirmou. Em outro momento, disse: "sabemos o que aconteceu na covid com o povo brasileiro".

Na ocasião, o presidente também declarou que o Sistema Único de Saúde (SUS) não existe em outros países com mais de 100 milhões de habitantes e afirmou que a população atualmente precisa de mais ofertas de especialistas.

Também compareceram o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro da Educação, Camilo Santana, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e a primeira-dama Janja da Silva, além do presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Arthur Chioro.

Em discurso, o ministro da Educação disse que Lula pediu que as ações de educação relacionadas à saúde sejam interministeriais. Segundo Santana, essa operação ocorreu na implementação do marco regulatório da Educação à Distância, que impede a realização de cursos de saúde nessa modalidade.

A visita contou uma transmissão on-line de outros cinco hospitais que realizam o mutirão, em Belo Horizonte (MG), São Luís (MA), Belém (PA), Goiânia (GO) e Curitiba (PR). O ministro das Cidades, Jáder Filho, entrou ao vivo na transmissão, direto da capital paraense, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, compareceu ao mutirão no Paraná.

A ação é intitulada "EBSERH em Ação - Agora Tem Especialistas" e ocorre em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, no que o governo chama de Dia E. A iniciativa é promovida em 45 hospitais universitários federais da rede EBSERH, com o envolvimento de graduandos e residentes.
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Ainda, a ação envolve 29 mil procedimentos no Brasil, entre eles 22.700 exames, 4.500 consultas e 1.900 cirurgias eletivas, em especialidades como oncologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e saúde da mulher. Em Brasília, são 852 procedimentos, com o envolvimento de 170 profissionais.

Segundo o governo, para participar dos atendimentos, é preciso estar em atendimento nos hospitais universitários e se enquadrar nos critérios de prioridade, ou ser encaminhado pela central de regulação municipal ou estadual.

O programa Agora Tem Especialistas foi lançado pelo Ministério da Saúde para reduzir as filas e o tempo de espera no Sistema Único de Saúde. De acordo com informações do governo federal, a EBSERH já promoveu 47 mutirões no País em 2025.
Mudança de nome
O presidente propôs a mudança do nome da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para "um nome mais digerível" e "popular".

Na ocasião, Lula disse que a atual sigla soa como uma palavra em "holandês" e afirmou que o nome original foi formulado por quem "não entende nada de comunicação".
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