Nova diretriz endurece metas para colesterol e cria categoria de risco extremoREPRODUÇÃO
Publicado 24/09/2025 22:57 | Atualizado 24/09/2025 23:11
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou nesta quarta-feira (24) uma atualização da Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Entre as principais mudanças está o endurecimento das metas para o colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, e a criação de uma categoria inédita de risco extremo.

De acordo com a instituição, pacientes que já tiveram múltiplos eventos cardiovasculares passam a ter como meta valores abaixo de 40 mg/dL. O documento, elaborado por mais de 20 especialistas, estabelece ainda novos parâmetros para diferentes níveis de risco: baixo (<115 mg/dL), intermediário (<100 mg/dL), alto (<70 mg/dL), muito alto (<50 mg/dL) e extremo (<40 mg/dL).
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Segundo a SBC, a diretriz amplia os conceitos apresentados em 2017 e mantém o foco na estratificação de risco. “Diretrizes atuais e bem desenhadas, como esta, constituem ferramenta fundamental para reduzir o impacto das doenças cardiovasculares, em especial da doença aterosclerótica”, afirma o texto.

O documento ressalta que a nova abordagem parte da identificação precoce de fatores agravantes, como histórico familiar de doença cardiovascular precoce e obesidade, e avança até os estágios de risco muito alto e extremo, que exigem tratamento mais intensivo.

Entre as recomendações, destaca-se o uso de terapia combinada para esses grupos, com a associação de estatinas a ezetimiba, terapias anti-PCSK9 e ácido bempedoico — especialmente em casos de intolerância às estatinas ou quando é necessária redução adicional do risco cardiovascular.
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