PRF estima que 40 mil peregrinos farão a romaria a Aparecida a pé ou de bicicleta este anoDivulgação/reprodução internet
Publicado 11/10/2025 08:41 | Atualizado 11/10/2025 08:42
Uma passarela exclusiva de 134 quilômetros para os peregrinos que seguem em romaria a pé ou de bicicleta para o Santuário Nacional de Aparecida será construída pela concessionária RioSP, que administra a rodovia Presidente Dutra. A nova via, com largura de 3 a 7 metros, será construída paralela à estrada, mas sem interferir na pista e nos acostamentos. O objetivo é reduzir o risco de acidentes envolvendo fiéis, já que atualmente os romeiros caminham pelo acostamento da rodovia.
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O projeto técnico foi encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, segundo a agência, recebeu a chancela de prioridade, devendo receber autorização para o início da execução do projeto. Há perspectiva de que o início das obras aconteça em 2026, junto com um projeto de ampliação da capacidade da Dutra.
Com a proximidade de 12 de Outubro, data dedicada à Nossa Senhora Aparecida, a expectativa da Polícia Rodoviária Federal é de que 40 mil pessoas se dirijam a pé ou de bicicleta ao santuário. No ano passado, 37 mil romeiros fizeram a peregrinação.
De acordo com Rodolfo Borrel, gerente de Operações da RioSP, a partir da anuência da ANTT será feito o detalhamento da obra. "É um esforço conjunto para oferecer mais segurança aos romeiros, especialmente durante o período das celebrações do dia de Nossa Senhora Aparecida. Realizamos uma mega operação de segurança para proteger os fiéis, mas há sempre o risco de que um carro desgovernado cause um acidente com os romeiros", diz.
O projeto prevê a via exclusiva de Arujá, na Grande São Paulo, até a chegada ao santuário, em Aparecida, passando pelas áreas urbanas de Jacareí, São José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Roseira e Pindamonhangaba. O estudo mostrou que há espaço para uma via contínua na maior parte do percurso. "Em alguns trechos o volume de obras será maior por necessidade de fazer o alteamento da pista e driblar as entradas e saídas da rodovia, que são muitas, mas há soluções técnicas", diz Borrel.
Nos trechos urbanos das cidades que a via vai cortar, pode ser possível a utilização de marginais locais, segundo o gestor. A proposta ainda está em fase inicial e depende de ser formalizada a autorização da agência reguladora para que possa avançar para etapas técnicas mais detalhadas, como o desenvolvimento do projeto funcional e a análise de viabilidade econômica. O plano é transferir para a via exclusiva os pontos de apoio a peregrinos que se instalam ao longo do acostamento da Dutra durante as romarias.
Caso a construção seja aprovada, o custo da obra será bancado pela concessionária. Como se trata de investimento não previsto na concessão, haverá necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.
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