Ciro Nogueira diz que Bolsonaro correria risco de morte em uma penitenciáriaMarcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado 13/10/2025 07:50 | Atualizado 13/10/2025 10:14
O presidente do PP e senador Ciro Nogueira (PI), que visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro — que está em prisão domiciliar —, avaliou neste domingo, 12, que o ex-mandatário está claramente com a saúde debilitada e que não há sentido em se falar em prisão em uma cadeia no caso dele. "Não tem a menor condição de ele ir para a prisão por conta da questão de saúde de Bolsonaro", disse, durante programa Canal Livre, da Band.

"Infelizmente, um dia, nós vamos perder (Bolsonaro) por conta dessa facada. Eu estou lá o tempo todo com ele, ele não é uma pessoa saudável, não tem a menor condição de uma pessoa como essa ser colocada em um presídio. Porque se fizer, eles vão matá-lo. Não tenha dúvida de que isso vai acontecer, infelizmente", afirmou, em referência ao ataque que Bolsonaro sofreu durante a campanha para presidente.
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 Dosimetria
O presidente do PP disse que 40% da população defende a dosimetria, no lugar da votação da anistia, que beneficiaria diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Eu acho que esse projeto com certeza passaria, todos os partidos de centro votariam", avaliou.

Para ele, o relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), está fazendo um bom trabalho de articulação e que ele está atento a levar um texto para votação que depois não seja invalidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nogueira defendeu que a matéria precisa ser levada à apreciação do Congresso, apesar de muitas pessoas serem contrárias à PEC da anistia. "Sempre vai ter 40% da população que defende. Tem o papel do eleitorado que não é contra, é um papel de favorável. Mas tem que ser votado. Eu acho que nenhuma matéria pode ser impedida de ser votada. Nós vivemos numa democracia, né?", argumentou.

O impasse em torno do tema, conforme o senador, não pode ficar eternamente sem solução. "Parece que é para que isso consiga ser votado, para sempre ficar com essa discussão, sempre ficar com essa defesa ou ataque a essas posições. Eu acho que isso está fazendo muito mal ao nosso País, essa discussão interminável, porque acaba se colocando em segundo plano o que realmente interessa para a população."
Eduardo Bolsonaro
O senador afirmou que a postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos prejudicou o cenário político para a direita. Ele também disse que, dadas as notícias recentes, são inviáveis, neste momento, as chances de algum nome da família disputar na chapa para a Presidência da República.

"Eu não sei o que eu faria se meu pai fosse injustiçado, mas foi um prejuízo gigantesco para nosso projeto político. Nós tínhamos uma eleição completamente resolvida", avaliou.

Do exterior, o parlamentar, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nos últimos tempos que articulou sanções que chegaram ao Brasil em forma de tarifas e atuações diretas contra ministros da Suprema Corte. Na avaliação de Ciro Nogueira, o foco desse trabalho deveria ter sido especificamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não os magistrados.

O presidente do PP também disse que, com a rejeição muito grande por parte da população em relação ao tarifaço, que não é viável hoje um nome da família Bolsonaro para a corrida à Presidência da República. Ele não quis falar sobre composições ou sobre a escolha do vice, alegando que primeiro é preciso escolher a cabeça de chapa.
Indicação para o STF
Sobre a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com o anúncio da saída do ministro Luís Roberto Barroso, Ciro Nogueiradisse que é o presidente da República o responsável por indicar um nome para a Corte, mas defendeu que oescolhido por Lula tenha "idade mínima significativa".

O nomemais cotado para a vagavaga é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, que tem 45 anos. Outros apontados são o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco; o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, e o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Vinícius Marques.

O importante, segundo o presidente do PP, é que o nome indicado que chegue para o Senado — responsável pela sabatina—tenha as competências exigidas para o cargo. "Não deve ser uma escolha por confiança, mas tem que escolher o maior nome para o principal cargo de Justiça do nosso País."
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