Vítima foi identificada como Claviana Nunes da Silva, de 37 anosReprodução / Redes sociais
Publicado 14/10/2025 11:00
A mulher que ingeriu uma planta tóxica conhecida como “falsa couve” morreu nesta segunda-feira (13), no município de Patrocínio, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. A vítima foi identificada como Claviana Nunes da Silva, de 37 anos. O quadro evoluiu para uma lesão grave no cérebro.
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Ela e mais três pessoas da mesma família ingeriram a planta durante um almoço realizado na quarta-feira (8). Todas foram encaminhadas em estado grave para a Santa Casa de Patrocínio e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No domingo (12), o quadro de saúde de Claviana piorou, evoluindo para uma lesão grave no cérebro.
Entre os intoxicados estavam a mulher de 37 anos e três homens, de 60, 64 e 67 anos. Uma criança de 2 anos também foi hospitalizada, mas apenas para observação, já que não ingeriu a planta.
A família havia se mudado recentemente para uma chácara e acreditava que a planta fosse couve, devido à semelhança com o vegetal, informou o Corpo de Bombeiros.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, não há antídoto específico para esse tipo de intoxicação. O tratamento é feito com acompanhamento clínico.
O que é a "falsa couve"?
A Nicotiana glauca, conhecida popularmente como fumo-bravo, erva-de-bicho, fumo-bravo-do-peru ou tabaco-silvestre, é uma planta pertencente à família Solanaceae, a mesma do tabaco (Nicotiana tabacum), do tomate, da batata e do pimentão.
A ingestão de Nicotiana glauca por humanos é extremamente perigosa devido à presença de anabasina, um alcaloide tóxico semelhante à nicotina, porém com efeito ainda mais potente sobre o sistema nervoso. Mesmo pequenas quantidades das folhas, flores ou sementes podem causar intoxicação aguda, com sintomas como náusea, vômito, tontura, sudorese, confusão mental, fraqueza muscular e dificuldade respiratória.
Em casos mais graves, a intoxicação pode evoluir para paralisia respiratória e morte.
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