Publicado 24/10/2025 14:23
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não vai dar lições” ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, durante um possível encontro entre os dois líderes no próximo domingo (26), na Malásia, e espera-se que essa atitude seja recíproca, disse o assessor especial do presidente, Celso Amorim, em entrevista à AFP.
O encontro, ainda não confirmado, deve se concentrar nas negociações comerciais, depois que Trump impôs tarifas punitivas a produtos do Brasil após o julgamento de seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PT), condenado a 27 anos de prisão por trama golpista.
“O presidente Lula não vai ficar dando lições ao presidente Trump e espero que também ao contrário não ocorra. Mas tem que haver um diálogo para buscar os pontos de encontro”, disse Amorim.
PublicidadeO encontro, ainda não confirmado, deve se concentrar nas negociações comerciais, depois que Trump impôs tarifas punitivas a produtos do Brasil após o julgamento de seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PT), condenado a 27 anos de prisão por trama golpista.
“O presidente Lula não vai ficar dando lições ao presidente Trump e espero que também ao contrário não ocorra. Mas tem que haver um diálogo para buscar os pontos de encontro”, disse Amorim.
Venezuela
Uma "intervenção externa" na Venezuela "pode incendiar a América do Sul", afirmou Celso Amorim em meio à escalada das tensões entre Washington e Caracas.
"Não podemos aceitar uma intervenção externa porque isso vai criar um ressentimento imenso", ressaltou o diplomata, que alertou, por exemplo, para "problemas concretos de refugiados" no Brasil e na Colômbia.
Uma intervenção "pode incendiar a América do Sul" e levar à "radicalização da política em todo o continente", acrescentou.
"Não podemos aceitar uma intervenção externa porque isso vai criar um ressentimento imenso", ressaltou o diplomata, que alertou, por exemplo, para "problemas concretos de refugiados" no Brasil e na Colômbia.
Uma intervenção "pode incendiar a América do Sul" e levar à "radicalização da política em todo o continente", acrescentou.
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