Publicado 22/11/2025 08:22 | Atualizado 22/11/2025 14:44
A mulher de Jair Bolsonaro (PL), Michelle Bolsonaro, usou as redes sociais para compartilhar um versículo bíblico pouco depois que o marido foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF), na manhã deste sábado (22). Além dela, outros apoiadores do ex-presidente se manifestaram sobre a prisão.
PublicidadeNos Stories, do Instagram, Michelle transcreveu o capítulo 121 do livro de Salmos, da Bíblia. "Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre", escreveu ela, que acrescentou: "Confio no Senhor".
Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está tentando concluir o que Adélio Bispo, o homem que esfaqueou o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018, começou.
Na publicação, o deputado chama Moraes de psicopata e disse que ninguém normal pode afirmar que Bolsonaro, com a saúde fragilizada, possa fugir.
"Ninguém normal pode dizer que um idoso, sequestrado em sua residência, cercado por dezenas de capangas da gestapo alexandrina, com a saúde totalmente debilitada e a necessidade constante de acompanhamento hospitalar devido à tentativa de assassinato de um ex-integrante do PSOL, possa fugir. Ninguém normal pode chamar uma vigília de oração de reunião ilícita que compromete a ordem pública. Esses são argumentos que apenas um psicopata pode usar ou aceitar", afirmou.
"Ninguém normal pode dizer que um idoso, sequestrado em sua residência, cercado por dezenas de capangas da gestapo alexandrina, com a saúde totalmente debilitada e a necessidade constante de acompanhamento hospitalar devido à tentativa de assassinato de um ex-integrante do PSOL, possa fugir. Ninguém normal pode chamar uma vigília de oração de reunião ilícita que compromete a ordem pública. Esses são argumentos que apenas um psicopata pode usar ou aceitar", afirmou.
O parlamentar reafirma que o objetivo de Moraes é matar o ex-presidente e "terminar o serviço que a esquerda já começou”, além de se referir ao ministro do STF como "capanga" e o acusar de fazer o "serviço sujo do regime de exceção que visa tomar o poder e eliminar completamente a oposição política no Brasil".
"A diferença entre Alexandre e Adélio é apenas dos meios disponíveis para cometer o assassinato. São dois pistoleiros de aluguel, a serviço de criminosos que sequestraram o poder no Brasil", escreveu o filho do ex-presidente.
"A diferença entre Alexandre e Adélio é apenas dos meios disponíveis para cometer o assassinato. São dois pistoleiros de aluguel, a serviço de criminosos que sequestraram o poder no Brasil", escreveu o filho do ex-presidente.
Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), que está atualmente nos Estados Unidos, está proibido de se comunicar com o pai desde o dia 18 de julho, por determinação do ministro.
Carlos Bolsonaro (PL-RJ), também filho do ex-chefe do executivo, afirmou que a detenção do pai faria parte de uma "orquestra" montada para "neutralizar" Bolsonaro politicamente.
Segundo ele, haveria uma tentativa inicial de conduzi-lo à prisão domiciliar como forma de "transferir sua força e seu capital político para algum candidato do sistema, sem grandes desgastes". Como isso não teria prosperado, o vereador disse que o plano avançou para uma fase "mais humilhante", com a prisão preventiva, que classificou como um recado explícito para que o ex-presidente "abra mão de sua força ou morra sozinho, jogado numa cela".
O parlamentar ainda teceu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem atribui "falta de condições políticas para uma reeleição". De acordo com ele, o petista teria se desgastado com integrantes do Supremo por não priorizar a retirada de sanções impostas pelos Estados Unidos a um aliado, optando por "manobras eleitorais", o que, na visão dele, teria criado "rachaduras no sistema".
O vereador afirmou ainda que esse cenário teria levado a uma tentativa de construção de uma "direita permitida", capaz de atender aos interesses de grupos de poder sem ameaçar "esquemas espúrios".
O vereador afirmou ainda que esse cenário teria levado a uma tentativa de construção de uma "direita permitida", capaz de atender aos interesses de grupos de poder sem ameaçar "esquemas espúrios".
Ele também apontou "articulações obscuras" envolvendo Venezuela e o Comando Sul dos Estados Unidos, afirmando que ambos seriam peças em um "tabuleiro geopolítico" que incluiria o Brasil de forma "visceral".
"Dentro dessa lógica implacável, o objetivo não muda: querem Jair Bolsonaro enterrado vivo. Ou morto, como já tentaram. Tudo para que a democracia das cartas marcadas e do teatro das tesouras volte a funcionar como sempre funcionou antes da ruptura que a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 representou para os esquemas estabelecidos", escreveu.
"Dentro dessa lógica implacável, o objetivo não muda: querem Jair Bolsonaro enterrado vivo. Ou morto, como já tentaram. Tudo para que a democracia das cartas marcadas e do teatro das tesouras volte a funcionar como sempre funcionou antes da ruptura que a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 representou para os esquemas estabelecidos", escreveu.
No X, antigo Twitter, o advogado e assessor do ex-presidente, Fábio Wajngarten, se pronunciou, afirmando ser "inacreditável" a prisão preventiva decretada ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. "É inacreditável. Num sábado. Com estado de saúde totalmente comprometido. Vergonhoso. 26 é logo ali", escreveu Wajngarten, que, em seguida, publicou um vídeo.
"O que aconteceu hoje é uma mancha pétrea na história do Brasil. [...] O presidente, na manhã de hoje, acordou com a Polícia Federal às 6h na casa dele, que o levou através de uma medida de prisão preventiva para a sede da Polícia Federal em Brasília. É uma mancha terrível nas instituições é uma vergonha e eu espero que num futuro bem próximo isso seja revisto e o Brasil retorne ao seu caminho civilizatório e seu caminho onde as instituições não se coloquem acima do que a Constituição prevê", disse.
Também no X, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL) fez uma série de publicações e chegou a chamar o ministro Alexandre de Moraes de "psicopata de alto grau". "Se é verdade que o motivo da prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi por causa da convocação do senador Flavio Bolsonaro para uma vigília de oração, realmente o Alexandre de Moraes é psicopata de alto grau", escreveu.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou que a prisão de Bolsonaro é "mais uma injustiça colossal", em publicação feita no X. No post, ela também classificou como "brutal" a decisão do ministro Alexandre de Moraes. "E a justificativa? A vigília convocada por seus aliados. Bolsonaro é inocente e a sua prisão põe em risco a vida do maior líder da direita", disse.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a prisão. "Prender preventivamente quem já cumpre domiciliar e está debilitado é um abuso que viola a lógica jurídica. Fazer isso num sábado, com o Congresso desmobilizado, revela um viés político claro e tentativa de evitar escrutínio", escreveu o aliado do ex-presidente na rede X.
Segundo o senador, "justiça não é ferramenta de conveniência - é princípio, e está sendo distorcido". "O que não entenderam é que não se elimina um sentimento: quanto maior a arbitrariedade, mais forte se torna nossa determinação de lutar por justiça diante de tantas injustiças e perseguições. Que Deus abençoe Bolsonaro e o Brasil."
Segundo o senador, "justiça não é ferramenta de conveniência - é princípio, e está sendo distorcido". "O que não entenderam é que não se elimina um sentimento: quanto maior a arbitrariedade, mais forte se torna nossa determinação de lutar por justiça diante de tantas injustiças e perseguições. Que Deus abençoe Bolsonaro e o Brasil."
A senadora Damares Alves (PL) lamentou a prisão e pediu para que a Câmara dos Deputados vote a anistia o mais rápido possível. "Infelizmente Alexandre de Moraes fez o que ameaçou a fazer o tempo todo. Espero que a Câmara dos Deputados vote imediatamente a anistia", escreveu no X.
*Com informações de Estadão Conteúdo.
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