Publicado 04/12/2025 10:17 | Atualizado 04/12/2025 10:18
Pará - O policial militar Adedilco Alves Viana foi preso por tentar comprar um criança em Portel, na região das Ilhas de Marajó, no Pará. Ele estava com a companheira e o filho dela, de 8 anos.
PublicidadeDe acordo com a Polícia Civil de Goiás, os agentes receberam denúncias indicando a tentativa de compra. O casal buscou um intermediário para facilitar a aquisição da criança e a negociação com moradores da região.
A delegada Fabiana Santos, da Delegacia de Portel, apontou que os investigados "acabaram abordando um indivíduo no município de Portel, oferecendo uma quantia elevada para que ele intermediasse a transação. Diante desta denúncia, nossa equipe agiu de forma disfarçada para monitorar a transação. No momento em que o casal verbalizou o valor a ser pago, foi dada voz de prisão em flagrante pelo crime de tráfico de pessoas".
O homem se identificou na hora como policial militar do estado de Goiás e com ele foi apreendida uma arma. Todos estavam hospedados em um hotel no centro da cidade, onde aconteceu a oferta em dinheiro.
Ainda foram apreendidos com o casal uma mala com diversas roupas de recém-nascido e fraldas descartáveis, além de utensílios como mamadeira e três aparelhos celulares, contendo certidão de nascimento de recém-nascidos de outros estados.
"As equipes solicitaram o apoio da Polícia Militar do Pará durante a prisão, já que, a todo o momento o suspeito desobedeceu às ordens de permanecer de costas e com a mãos para o alto", explicou o delegado Paulo Junqueira, superintendente da região.
A Polícia Civil ainda vai reunir mais informações sobre o caso, já que existe a possibilidade de o casal ter atuado no mesmo crime em outras cidades.
O homem e a mulher foram conduzidos para a delegacia nesta terça-feira (2), onde seguem à disposição da Justiça. O filho da investigada foi encaminhado ao Conselho Tutelar.
O DIA buscou contato com a Polícia Militar de Goiás para entender se o processo é investigado internamente e quais medidas serão tomadas. Não houve resposta até o momento desta publicação. O espaço segue aberto.
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