Publicado 14/12/2025 11:23 | Atualizado 15/12/2025 17:32
Em meio ao apagão que atinge São Paulo, técnicos de uma empresa terceirizada da concessionária Enel foram flagrados gravando um vídeo dançando na Avenida Paulista, no Centro de São Paulo.
PublicidadeO registro foi feito em frente ao Parque Trianon, por pedestres que passavam no local. Eles viram três rapazes com o uniforme escrito "a serviço da Enel" gravando um vídeo de fim de ano para a empresa STN (Empreendimentos e Construções), terceirizada da companhia de energia, na última sexta-feira (12).
Ao fundo, é possível ouvir uma música com os dizeres: "Segurança é nossa missão, dedicação sem fim, sem razão. Trazendo aos clientes um presente para as famílias, vida decente".
Ao fundo, é possível ouvir uma música com os dizeres: "Segurança é nossa missão, dedicação sem fim, sem razão. Trazendo aos clientes um presente para as famílias, vida decente".
Veja o video:
Procurada, a Enel afirmou que a gravação da dancinha não foi feita pela companhia. "A Enel Distribuição São Paulo informa que acionou a empresa STN para que sejam adotadas as medidas cabíveis", disse.
Já a STN veio a público "lamentar o ocorrido" fora de hora, onde mais de 2,2 milhões de pessoas chegaram a enfrentar a falta de energia na região de concessão da Enel nesta semana.
A STN reconheceu a "inadequação do contexto diante da situação enfrentada na cidade de São Paulo" e afirmou que providências foram tomadas pela empresa.
A STN reconheceu a "inadequação do contexto diante da situação enfrentada na cidade de São Paulo" e afirmou que providências foram tomadas pela empresa.
"Na ocasião, um grupo de colaboradores da equipe de marketing participava da gravação de um vídeo institucional de Natal da STN, cuja proposta era exclusivamente transmitir a alegria, o engajamento e o orgulho de pertencer à nossa organização. Esclarecemos que a gravação não teve, em nenhum momento, a intenção de se associar a fatos externos, eventos operacionais ou a situações alheias ao propósito institucional do material", disse.
"Ressaltamos que os colaboradores que aparecem nas imagens não exercem funções operacionais, tampouco são eletricistas. A equipe de marketing da STN realizou gravações em diferentes pontos turísticos ao longo dos estados onde a empresa atua. Em razão de fatores logísticos, cronograma, deslocamento da equipe e restrição de tempo, a gravação no Estado de São Paulo ocorreu na presente data cumprindo cronograma de ordens de gravações", continuou.
"O referido conteúdo acabou sendo divulgado por uma página virtual que interpretou a situação de forma equivocada, gerando um contexto que não reflete a realidade nem os valores da STN. Lamentamos sinceramente o ocorrido, bem como o fato de não termos nos atentado à identificação do nome do grupo, o que pode ter contribuído para interpretações indevidas", concluiu.
"Ressaltamos que os colaboradores que aparecem nas imagens não exercem funções operacionais, tampouco são eletricistas. A equipe de marketing da STN realizou gravações em diferentes pontos turísticos ao longo dos estados onde a empresa atua. Em razão de fatores logísticos, cronograma, deslocamento da equipe e restrição de tempo, a gravação no Estado de São Paulo ocorreu na presente data cumprindo cronograma de ordens de gravações", continuou.
"O referido conteúdo acabou sendo divulgado por uma página virtual que interpretou a situação de forma equivocada, gerando um contexto que não reflete a realidade nem os valores da STN. Lamentamos sinceramente o ocorrido, bem como o fato de não termos nos atentado à identificação do nome do grupo, o que pode ter contribuído para interpretações indevidas", concluiu.
Apagão
Quatro dias após o vendaval, há ainda 158 818 mil imóveis sem energia elétrica em São Paulo neste domingo, 14. Em nota, a Enel afirmou que o evento climático que atingiu o Estado na quarta-feira, 10, foi o mais prolongado desde o início das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e dificultou o trabalho de recuperação da rede elétrica.
A Enel afirmou que trabalha para normalizar o fornecimento de energia neste domingo.
Segundo a concessionária, as rajadas de vento chegaram a 82,8 km/h e, pela primeira vez desde 2006, a estação meteorológica do Mirante de Santana registrou uma sequência tão prolongada de ventos superiores a 70 km/h na cidade de São Paulo. De acordo com a empresa, as rajadas prolongadas provocaram novas interrupções enquanto técnicos atuavam para restabelecer o fornecimento.
O blecaute teve início na terça-feira, 9, mas se intensificou na quarta, 10, após a passagem de fortes ventos pela capital e pela região metropolitana. Mais de 2,2 milhões de clientes chegaram a ficar no escuro e, até sexta-feira, o problema ainda persistia para cerca de 700 mil unidades.
O vendaval, com rajadas que chegaram a 98 km/h, foi provocado por um ciclone extratropical formado no sul do País e que avançou em direção ao Sudeste. Os ventos afetaram a operação dos aeroportos de São Paulo, que registraram centenas de voos cancelados.
O Corpo de Bombeiros contabilizou mais de 1,4 mil chamados por queda de árvores apenas na quarta-feira na região metropolitana. Já a Sabesp informou que a falta de energia comprometeu o bombeamento e a distribuição de água em diferentes regiões.
Na sexta-feira, 12, a Justiça de São Paulo acolheu uma ação civil ajuizada pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública e determinou que a Enel restabeleça, em até 12 horas, o fornecimento de energia aos imóveis ainda atingidos pelo apagão. Em caso de descumprimento, a concessionária estará sujeita a multa de R$ 200 mil por hora.
A Enel afirmou que trabalha para normalizar o fornecimento de energia neste domingo.
Segundo a concessionária, as rajadas de vento chegaram a 82,8 km/h e, pela primeira vez desde 2006, a estação meteorológica do Mirante de Santana registrou uma sequência tão prolongada de ventos superiores a 70 km/h na cidade de São Paulo. De acordo com a empresa, as rajadas prolongadas provocaram novas interrupções enquanto técnicos atuavam para restabelecer o fornecimento.
O blecaute teve início na terça-feira, 9, mas se intensificou na quarta, 10, após a passagem de fortes ventos pela capital e pela região metropolitana. Mais de 2,2 milhões de clientes chegaram a ficar no escuro e, até sexta-feira, o problema ainda persistia para cerca de 700 mil unidades.
O vendaval, com rajadas que chegaram a 98 km/h, foi provocado por um ciclone extratropical formado no sul do País e que avançou em direção ao Sudeste. Os ventos afetaram a operação dos aeroportos de São Paulo, que registraram centenas de voos cancelados.
O Corpo de Bombeiros contabilizou mais de 1,4 mil chamados por queda de árvores apenas na quarta-feira na região metropolitana. Já a Sabesp informou que a falta de energia comprometeu o bombeamento e a distribuição de água em diferentes regiões.
Na sexta-feira, 12, a Justiça de São Paulo acolheu uma ação civil ajuizada pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública e determinou que a Enel restabeleça, em até 12 horas, o fornecimento de energia aos imóveis ainda atingidos pelo apagão. Em caso de descumprimento, a concessionária estará sujeita a multa de R$ 200 mil por hora.
Sobre o vídeo, a Enel informou que "acionou a empresa STN para que sejam adotadas as medidas cabíveis".
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