Segundo a Polícia Federal, o Exército Brasileiro também participa da operaçãoDivulgação
Publicado 27/12/2025 09:46 | Atualizado 27/12/2025 13:28
A Polícia Federal (PF) cumpre, neste sábado (27), dez mandados de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, contra condenados pela trama golpista. A medida, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), engloba réus dos núcleos 2, 3 e 4 da tentativa de golpe. Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro (PL), é um dos alvos.
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Confira a lista dos atingidos pela medida, segundo o Uol: 
- Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
- Ângelo Denicoli (ES), major da reserva do Exército;
- Bernardo Romão Corrêa Netto (DF), coronel do Exército;
- Fabrício Moreira de Bastos (TO), coronel do Exército;
- Giancarlo Rodrigues (BA), subtenente do Exército;
- Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (RJ), tenente-coronel do Exército;
- Marília Alencar (DF), ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
- Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ), ex-major do Exército;
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

De acordo com a PF, os mandados estão sendo cumpridos nos Estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal. Segundo a corporação, o Exército Brasileiro também participa da operação.

Além da prisão domiciliar, foram impostas medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais, de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas.
Os mandados de prisão domiciliar ocorrem um dia após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.
Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins, publicou um vídeo em uma rede social classificando como "absurda" a medida contra o ex-assessor de Bolsonaro. Segundo ele, a PF esteve na manhã deste sábado na casa do réu em Ponta Grossa (PR). Para o defensor, Martins tem cumprido de forma exemplar as medidas cautelares anteriormente impostas por Moraes. 
Antes da nova decisão do ministro, o ex-assessor de Bolsonaro tinha autorização para sair de casa durante o dia. Ele usa tornozeleira eletrônica como parte das medidas cautelares e já estava proibido de sair da cidade em que reside. Apesar de ter sido condenado no julgamento da trama golísta, Martins ainda aguarda a análise de recursos. 
Filipe Martins ao lado de Jair Bolsonaro  - Reprodução/Redes sociais
Filipe Martins ao lado de Jair Bolsonaro Reprodução/Redes sociais
A pena determinada para Filipe Martins é de 21 anos, sendo 18 anos e seis meses de reclusão e 2 anos e seis meses de detenção. Também estão previstos 120 dias-multa.
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