Publicado 29/12/2025 11:13 | Atualizado 29/12/2025 11:14
Um jovem de Cascavel, no oeste do Paraná, decidiu deixar o Brasil para atuar como voluntário na guerra da Ucrânia contra a Rússia. No entanto, ele só comunicou a família quando já estava no aeroporto, prestes a embarcar.
Matheus Nunes, de 22 anos, viajou para a Europa em novembro de 2025. Ele era reservista do Exército Brasileiro e serviu no 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado de Cascavel. Após deixar o serviço militar, passou a trabalhar como vigilante em empresas de segurança da cidade.
Atualmente, Matheus está em território ucraniano, mas não pode divulgar a localização exata por motivos de segurança. Em entrevista à Rede Paranaense de Comunicação (RPC), afiliada da TV Globo, o jovem contou que os familiares ficaram em choque ao descobrirem sobre a viagem.
"Eu avisei quando já estava no aeroporto. Até então eu tinha comentado, mas acho que eles não acreditaram muito. Quando viram que eu estava indo de verdade, caiu a ficha. Foi aquele choque, mas depois não tinha mais o que fazer. Eles ficaram rezando para que tudo dê certo", relatou.
Segundo Matheus, a decisão foi tomada de forma consciente e não em busca de visibilidade, mas com o objetivo de ajudar milhões de pessoas afetadas por um conflito que se arrasta há anos.
O jovem afirmou ainda que as equipes seguem protocolos rígidos de segurança e que as atividades ocorrem apenas em áreas consideradas controladas.
"Estou bem. Existe organização, orientação e cuidado com a integridade de quem está aqui [...] É transformador ver um povo lutando pela própria liberdade, a solidariedade entre voluntários e militares e a força coletiva que mantém a esperança, mesmo em meio às dificuldades", disse.
Em junho, o Ministério das Relações Exteriores divulgou um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras, no contexto de conflitos armados.
PublicidadeMatheus Nunes, de 22 anos, viajou para a Europa em novembro de 2025. Ele era reservista do Exército Brasileiro e serviu no 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado de Cascavel. Após deixar o serviço militar, passou a trabalhar como vigilante em empresas de segurança da cidade.
Atualmente, Matheus está em território ucraniano, mas não pode divulgar a localização exata por motivos de segurança. Em entrevista à Rede Paranaense de Comunicação (RPC), afiliada da TV Globo, o jovem contou que os familiares ficaram em choque ao descobrirem sobre a viagem.
"Eu avisei quando já estava no aeroporto. Até então eu tinha comentado, mas acho que eles não acreditaram muito. Quando viram que eu estava indo de verdade, caiu a ficha. Foi aquele choque, mas depois não tinha mais o que fazer. Eles ficaram rezando para que tudo dê certo", relatou.
Segundo Matheus, a decisão foi tomada de forma consciente e não em busca de visibilidade, mas com o objetivo de ajudar milhões de pessoas afetadas por um conflito que se arrasta há anos.
O jovem afirmou ainda que as equipes seguem protocolos rígidos de segurança e que as atividades ocorrem apenas em áreas consideradas controladas.
"Estou bem. Existe organização, orientação e cuidado com a integridade de quem está aqui [...] É transformador ver um povo lutando pela própria liberdade, a solidariedade entre voluntários e militares e a força coletiva que mantém a esperança, mesmo em meio às dificuldades", disse.
Em junho, o Ministério das Relações Exteriores divulgou um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras, no contexto de conflitos armados.
De acordo com o órgão, tem aumentado o número de brasileiros que morrem em zonas de guerra ou que enfrentam dificuldades para interromper os serviços e retornar ao Brasil. Por isso, o ministério recomenda que propostas de trabalho para fins militares sejam recusadas.
Guerra entre Ucrânia e Rússia
A guerra entre os países teve início em 2022, após a invasão do território ucraniano por tropas russas, e já provocou milhares de mortes, além de uma grave crise humanitária. O conflito também gerou impactos econômicos e políticos em diversos países, principalmente da Europa.
Desde então, líderes dos dois países, como o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o presidente russo, Vladimir Putin, já realizaram diálogos, mas ainda sem avanços significativos em um acordo de paz.
Além das negociações diretas, potências internacional também passaram a atuar como mediadoras. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um dos que está tentando costurar o acordo, além dele a Organização das Nações Unidas (ONU) tem promovido encontros para pressionar por um cessar-fogo. Até o momento, a guerra continua vitimando dezenas de pessoas todos os dias.
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