Publicado 05/02/2026 21:14
O Estado de São Paulo registrou nove casos de raiva em morcegos do início de 2026 até a última quarta-feira, 4. São dois registros na capital (09/01 e 02/02), dois em São José do Rio Preto (08/01 e 15/01) e dois em Jundiaí (13/01 e 22/01); enquanto Piracicaba (15/01), Cotia (19/01) e Sorocaba (21/01) confirmaram um caso cada.
PublicidadeHá ainda um possível segundo caso de morcego infectado com o vírus da raiva em Sorocaba registrado na última terça-feira, 3, que está aguardando o envio do laudo pelo laboratório do diagnóstico, afirmou a Secretaria Estadual de Saúde.
O Instituto Pasteur, referência no estudo, controle e prevenção da raiva animal e outras encefalites virais, esclarece que devem ser enviados para o laboratório para diagnóstico de raiva morcegos em situações não habituais para a espécie, como "aqueles pousados em horários ou locais incomuns, voando durante o dia, que tenham adentrado alguma habitação ou mantido contato com pessoas ou outros animais".
O instituto alerta que as pessoas não devem tentar manusear os animais silvestres encontrados em ambiente urbano. O correto é entrar em contato com os serviços municipais de saúde para a adoção das medidas necessárias.
Em caso de acidentes envolvendo o animal (como mordidas), a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde para a avaliação médica e indicação da profilaxia adequada ao caso.
As ações de vigilância, monitoramento e controle preconizadas são de responsabilidade dos municípios. Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária, a raiva é uma doença zoonótica, transmitida após contato com a saliva do mamífero infectado.
Entre os animais voadores, a raça Desmodus rotundus, também conhecida como morcego-vampiro, é a principal transmissora da raiva para outros animais, segundo o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH).
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