Publicado 11/02/2026 15:50 | Atualizado 11/02/2026 15:51
Rio - Uma mala recheada de dinheiro foi arremessada pela janela de um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no momento em que agentes da Polícia Federal chegavam para cumprir um mandado judicial. As cédulas, espalhadas pelo chão após a queda, somaram R$ 429 mil em espécie. A cena marcou a nova etapa da Operação Barco de Papel, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo a gestão de recursos da RioPrevidência.
PublicidadeA ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (11) e integra a terceira fase da operação. Segundo a PF, um dos ocupantes do imóvel, localizado no 30º andar, tentou descartar a mala com o dinheiro pouco antes da entrada dos policiais. Além dos valores em espécie, os agentes recolheram dois carros de alto padrão e dois celulares.
Nesta etapa, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema, ambos em Santa Catarina. As autorizações foram concedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de tentativa de obstrução das investigações e ocultação de provas.
Na semana passada, na terça-feira (3), o ex-presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, foi preso em Itatiaia por equipes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal logo após desembarcar dos Estados Unidos. Ele também é investigado por suposta interferência no andamento do caso.
De acordo com os investigadores, o objetivo desta nova fase é rastrear e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo durante a operação anterior, realizada em 23 de janeiro.
A Operação Barco de Papel concentra-se em possíveis irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que acabou liquidada pelo Banco Central do Brasil. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria aplicado cerca de R$ 970 milhões no banco.
As apurações seguem em andamento para identificar responsáveis e verificar a eventual ocorrência de crimes contra o sistema financeiro nacional.
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