Publicado 20/02/2026 14:57
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 20, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "age como se estivesse em um programa de TV", mas que, após encontros com o chefe de Estado norte-americano, ele se mostrou "calmo e tranquilo" nas reuniões privadas.
"Eu já tive a oportunidade de observar. Trump é um especialista em marketing. Ele é um especialista em mídia digital e social. Ficou muito claro que ele age como se estivesse em um programa de TV, mas no encontro pessoal ele se mostra muito mais calmo e tranquilo", afirmou Lula.
Lula relatou as impressões que teve do presidente americano durante os encontros oficiais que teve com ele e disse que para a próxima reunião, prevista para março deste ano, o tema será o combate ao narcotráfico.
"Eu tenho 80 anos e ele fará 80 em junho do ano que vem. Portanto, dois homens de 80 anos não precisam brigar. Não precisamos fazer um espetáculo. Precisamos lidar seriamente com o que a idade nos impõe e chegar a um acordo que possa servir de exemplo para o mundo", afirmou.
Segundo o petista, o combate ao narcotráfico estará na pauta do próximo encontro.
"Vamos encontrar os traficantes do crime organizado, vamos fazer isso juntos", disse.
Lula está na Índia para a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Déli. O presidente se reuniu com o primeiro-ministro Narendra Modi em uma visita de Estado.
Publicidade"Eu já tive a oportunidade de observar. Trump é um especialista em marketing. Ele é um especialista em mídia digital e social. Ficou muito claro que ele age como se estivesse em um programa de TV, mas no encontro pessoal ele se mostra muito mais calmo e tranquilo", afirmou Lula.
Lula relatou as impressões que teve do presidente americano durante os encontros oficiais que teve com ele e disse que para a próxima reunião, prevista para março deste ano, o tema será o combate ao narcotráfico.
"Eu tenho 80 anos e ele fará 80 em junho do ano que vem. Portanto, dois homens de 80 anos não precisam brigar. Não precisamos fazer um espetáculo. Precisamos lidar seriamente com o que a idade nos impõe e chegar a um acordo que possa servir de exemplo para o mundo", afirmou.
Segundo o petista, o combate ao narcotráfico estará na pauta do próximo encontro.
"Vamos encontrar os traficantes do crime organizado, vamos fazer isso juntos", disse.
Lula está na Índia para a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Déli. O presidente se reuniu com o primeiro-ministro Narendra Modi em uma visita de Estado.
Maduro
O presidente também afirmou que a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, é inaceitável. Em entrevista à TV indiana Índia Today, o petista defendeu que Maduro seja julgado pela Justiça do próprio país.
"Não podemos aceitar que um chefe de Estado de um país possa invadir outro país e prender o presidente. Isso é inaceitável. Não há explicação para isso. É inaceitável", afirmou Lula durante viagem ao país asiático.
Nicolás Maduro e Cilia Flores, mulher do presidente venezuelano, foram capturados por forças militares norte-americanas em 3 de janeiro, durante uma operação noturna em Caracas. O casal foi levado para Nova York, onde o líder venezuelano está preso e responde a processos na Justiça americana.
As acusações apresentadas pelas autoridades dos Estados Unidos incluem narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Inicialmente, Maduro foi acusado de liderar o chamado Cartel de los Soles, organização classificada como terrorista pelos EUA. O governo americano, contudo, recuou dessa acusação específica e passou a considerá-lo culpado de "participar, proteger e perpetuar uma cultura de corrupção de enriquecimento a partir do tráfico de drogas".
Na entrevista desta sexta-feira, Lula defendeu que Maduro deve ser julgado na Venezuela, e não nos Estados Unidos.
"Eu acredito que, se Maduro tiver que ser julgado, ele deve ser julgado em seu país, e não em um julgamento no exterior. Isso é inaceitável. A interferência de uma nação sobre outra nação", afirmou Lula.
As penalidades para os crimes dos quais Maduro é acusado nos Estados Unidos variam de 20 anos de prisão a prisão perpétua.
"Não podemos aceitar que um chefe de Estado de um país possa invadir outro país e prender o presidente. Isso é inaceitável. Não há explicação para isso. É inaceitável", afirmou Lula durante viagem ao país asiático.
Nicolás Maduro e Cilia Flores, mulher do presidente venezuelano, foram capturados por forças militares norte-americanas em 3 de janeiro, durante uma operação noturna em Caracas. O casal foi levado para Nova York, onde o líder venezuelano está preso e responde a processos na Justiça americana.
As acusações apresentadas pelas autoridades dos Estados Unidos incluem narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Inicialmente, Maduro foi acusado de liderar o chamado Cartel de los Soles, organização classificada como terrorista pelos EUA. O governo americano, contudo, recuou dessa acusação específica e passou a considerá-lo culpado de "participar, proteger e perpetuar uma cultura de corrupção de enriquecimento a partir do tráfico de drogas".
Na entrevista desta sexta-feira, Lula defendeu que Maduro deve ser julgado na Venezuela, e não nos Estados Unidos.
"Eu acredito que, se Maduro tiver que ser julgado, ele deve ser julgado em seu país, e não em um julgamento no exterior. Isso é inaceitável. A interferência de uma nação sobre outra nação", afirmou Lula.
As penalidades para os crimes dos quais Maduro é acusado nos Estados Unidos variam de 20 anos de prisão a prisão perpétua.
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