Publicado 23/02/2026 07:58 | Atualizado 23/02/2026 08:02
O influenciador Hytalo Santos e o marido foram condenados, em primeira instância, pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, por exploração de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A decisão foi divulgada pela defesa de Hytalo, neste domingo (22).
PublicidadeO influenciador foi setenciado a 11 anos e 4 meses de prisão. Já Israel Vicente, que é mais conhecido como Euro, foi condenado a 8 anos e 10 meses de detenção.
O processo corre em segredo de Justiça, mas o advogado de defesa, Sean Kompier Abib, confirmou a condenação do influenciador e o marido, Israel Vicente.
O caso ganhou notoriedade depois da publicação pelo youtuber Felca de um vídeo sobre adultização, publicado em agosto de 2025
"Tudo o que foi produzido, tudo o que foi desconstruído, tudo o que trouxe a verdade dos fatos foi ignorado pela sentença, que preferiu ficar com opiniões mais pessoais e subjetivas do que efetivamente com o que tinha ali", afirmou.
O advogado também disse que a sentença foi "preconceituosa e discriminatória" ao analisar a personalidade do influenciador.
"Quando a sentença escolhe discutir a questão da personalidade do Hytalo, ela faz o seguinte comentário: que somente pelo fato de ele ser negro e gay, isso não poderia significar um aumento de pena, dando a entender que o fato de ele ter uma orientação sexual que não é normal, o fato de ele ser um rapaz de origem negra, seria já algum tipo de indicativo de que ele teria uma personalidade desviante", disse Abib.
A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa. A decisão aponta que os adolescentes foram colocados em um ambiente artificial e monitorado, comparado a um "reality show", no qual eram expostos a um contexto voltado ao público adulto e a situações classificadas como de risco extremo.
A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa. A decisão aponta que os adolescentes foram colocados em um ambiente artificial e monitorado, comparado a um "reality show", no qual eram expostos a um contexto voltado ao público adulto e a situações classificadas como de risco extremo.
O texto também destaca que havia permissividade no local, inclusive com oferta de bebidas alcoólicas, além de negligência em relação à alimentação e à frequência escolar dos jovens.
Além da pena de reclusão, a Justiça estabeleceu indenização por danos morais de R$ 500 mil, considerando a gravidade dos prejuízos e a condição financeira dos condenados. O magistrado também determinou a aplicação de 360 dias-multa a cada réu, fixados no equivalente a um trinta avos do salário mínimo em vigor.
O magistrado também decidiu manter a prisão preventiva dos réus, ao entender que seguem válidos os fundamentos que embasaram a adoção da medida cautelar. Para o juiz, a fixação do regime inicial fechado afasta a possibilidade de concessão de liberdade provisória.
No entanto, o Tribunal de Justiça da Paraíba tem em curso o julgamento de um pedido de habeas corpus, que deve ter a análise retomada na terça-feira (24). Na visão dos advogados de Hytalo, a sentença não prejudica o julgamento.
"A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, convicta de que as instâncias competentes restabelecerão a justiça", apontaram em nota.
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