Publicado 02/03/2026 10:35 | Atualizado 02/03/2026 11:12
O Santuário Nacional de Aparecida, considerado o maior templo dedicado à mãe de Jesus Cristo no mundo, já tem um novo dirigente. O papa Leão XIV nomeou, nesta segunda-feira, 2, dom Mário Antônio da Silva como arcebispo de Aparecida, no interior de São Paulo.
PublicidadeO religioso, que até a nomeação era arcebispo de Cuiabá (MT), sucede dom Orlando Brandes, que em 2023 pediu ao papa Francisco para deixar o posto, por estar próximo dos 80 anos.
O comunicado oficial foi emitido pela Sala de Imprensa do Vaticano e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O comunicado oficial foi emitido pela Sala de Imprensa do Vaticano e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A nota diz que o papa Leão XIV aceitou a renúncia apresentada por dom Orlando Brandes ao governo pastoral da arquidiocese de Aparecida, nomeando dom Mário como novo arcebispo metropolitano. O novo arcebispo de Cuiabá ainda será nomeado.
Quem é o novo arcebispo de Aparecida
Dom Mário Antônio, de 59 anos, é natural de Itararé, no interior de São Paulo. Ele foi ordenado sacerdote em 1991 na diocese de Jacarezinho (PR). Em 2007, foi nomeado bispo auxiliar de Manaus e, em 2015, se tornou bispo diocesano de Roraima. Desde 2022 estava à frente da arquidiocese de Cuiabá. Dom Mário foi vice-presidente da CNBB no quadriênio 2019-2023 e, desde 2025, é presidente da Cáritas Brasileira, organismo da CNBB.
A arquidiocese de Aparecida é formada por cinco municípios - Aparecida, Guaratinguetá, Lagoinha, Potim e Roseira - e composta por 18 paróquias e uma capelania militar. Em seu território também está o Santuário Nacional de Aparecida, Catedral arquidiocesana. Em mais de 60 anos de história, o santuário foi governado por dois bispos auxiliares e cinco arcebispos, sendo o último deles dom Orlando Brandes, que agora se torna bispo emérito.
A CNBB enviou agradecimento a dom Orlando pelos 10 anos em Aparecida e pelo serviço à Igreja no Brasil. Também enviou saudação a dom Mário Antônio pelo desafio que assume de estar à frente da arquidiocese de Aparecida e também zelar pelo Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a casa da padroeira do Brasil.
Papa Francisco
De acordo com as normas da Igreja Católica, ao completar 75 anos, arcebispos e bispos devem solicitar ao papa sua renúncia. Dom Orlando havia completado a idade no dia 13 de abril de 2021 e enviou no mesmo dia a solicitação ao Vaticano. O papa Francisco recebeu o pedido, mas pediu a dom Orlando que permanecesse mais cinco anos, prorrogando sua missão como arcebispo de Aparecida até que completasse 80 anos.
Catarinense de Urubici, dom Orlando vai completar as oito décadas de vida no dia 13 de abril. Ele foi nomeado arcebispo de Aparecida pelo papa Francisco em novembro de 2016, tomando posse em janeiro de 2017 no Santuário Nacional de Aparecida.
Durante seu episcopado à frente da arquidiocese de Aparecida, dom Orlando Brandes marcou sua gestão com iniciativas pastorais e sociais. Entre elas a condução das comemorações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 2017, evento que reuniu milhares de fiéis no Santuário Nacional e consolidou ainda mais o papel de Aparecida como coração mariano do Brasil.
Também foi sob sua liderança que o Santuário de Aparecida iniciou o projeto "Jornada Bíblica", iniciativa de evangelização a partir do revestimento das quatro fachadas da Basílica.
Outra marca de seu ministério em Aparecida foi o cuidado com o meio ambiente - a Casa Comum, segundo a Igreja Católica. A partir dos ensinamentos da Encíclica Laudato Si, Dom Orlando Brandes implementou diversas atividades ambientais, como a Usina Fotovoltaica São Francisco, que supre 65% do consumo de energia do complexo do santuário, e Usina de Reciclagem São Geraldo.
Outra marca de seu ministério em Aparecida foi o cuidado com o meio ambiente - a Casa Comum, segundo a Igreja Católica. A partir dos ensinamentos da Encíclica Laudato Si, Dom Orlando Brandes implementou diversas atividades ambientais, como a Usina Fotovoltaica São Francisco, que supre 65% do consumo de energia do complexo do santuário, e Usina de Reciclagem São Geraldo.
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