Publicado 03/03/2026 20:39 | Atualizado 03/03/2026 20:54
A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (3), durante entrevista no programa Sem Censura, da TV Brasil, que foi vítima de dois casos de assédio durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de não ter entrado em detalhes, ela revelou que os episódios ocorreram mesmo em situações que considerava estar "segura".
PublicidadeA partir do relato, ela questionou a vulnerabilidade das mulheres em situações cotidianas. "Se eu, como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras e cuidados [fui assediada], imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em lugar nenhum”.
Pacto Nacional contra o Feminicídio
O programa teve como principal pauta o Pacto Nacional contra o Feminicídio, que busca acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade.
No ano passado, o Brasil atingiu o recorde de 1.470 casos de feminicídio, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Janja defendeu que “não se pode normalizar esses crimes que acontecem no País e no mundo" e alertou para a presença de discursos violentos contra as mulheres nas redes sociais.
Transformação cultural
A primeira-dama, que também é socióloga, ressaltou a relevância do trabalho de ter colocado o tema do feminicídio em destaque no governo e enxerga que o principal papel do pacto é a mudança cultural nas próximas gerações. Janja acredita que o envolvimento dos homens nessa luta é primordial para a proteção e segurança das meninas e mulheres, inclusive nos ambientes digitais.
Além de Janja, o programa, apresentado por Cissa Guimarães, contou com a participação da diretora da TV Brasil Antônia Pellegrino e a representante da No More Foundation, organização voltada ao enfrentamento da violência doméstica, Daniela Grelin, que reforçou o combate à violência contra a mulher a partir da transformação cultural.
Procure ajuda
Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento gratuito e sigiloso pela Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180. As denúncias são anônimas e funciona 24 horas por dia, em todo o país. Em caso de risco imediato, a orientação é ligar para o 190.
Também é possível registrar ocorrência e solicitar medida protetiva presencialmente em uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por qualquer pessoa que presencie ou tenha conhecimento da violência.
Informações sobre políticas públicas e o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios estão disponíveis nos canais do Ministério das Mulheres.
Também é possível registrar ocorrência e solicitar medida protetiva presencialmente em uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por qualquer pessoa que presencie ou tenha conhecimento da violência.
Informações sobre políticas públicas e o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios estão disponíveis nos canais do Ministério das Mulheres.
Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), estabelece mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. A legislação prevê medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar, a proibição de aproximação e de contato com a vítima, além de garantir atendimento especializado e a articulação de políticas públicas de prevenção e assistência. A norma também endureceu o tratamento penal desses crimes e passou a reconhecer diferentes formas de violência, incluindo a física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
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