Gerson BrennerReprodução / Instagram
Publicado 23/03/2026 22:40
Morreu nesta segunda-feira (23), aos 66 anos, o ator Gerson Brenner, galã das telenovelas da TV Globo nos anos 1990. Sua carreira, no entanto, foi interrompida de forma abrupta em 1998, quando ele foi baleado na cabeça durante um assalto em uma rodovia em São Paulo.
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Apesar de ter sobrevivido, o ator passou meses em coma e ficou com sequelas permanentes. Desde então, ele viveu longe dos holofotes e sob cuidados constantes, enfrentando limitações impostas pelo ferimento.
De acordo com pessoas próximas à família, a morte está relacionada às complicações decorrentes dessas sequelas, com as quais Brenner conviveu por mais de duas décadas.
Vida e obra

Nascido em São Paulo, em 22 de dezembro de 1959, ele iniciou sua vida profissional como modelo e participou de campanhas publicitárias, experiência que abriu caminho para a atuação em teatro e televisão.

Ainda nos anos 1980, Brenner investiu na formação artística e passou a atuar nos palcos. Seu desempenho chamou atenção e, rapidamente, ele foi convidado para trabalhar na televisão. A estreia em novelas ocorreu em 'Kananga do Japão' (1989), na extinta TV Manchete, mas foi na TV Globo que alcançou projeção nacional.

Ao longo da década de 1990, consolidou-se como galã ao participar de produções populares como 'Top Model', 'Rainha da Sucata', 'Lua Cheia de Amor' e 'Perigosas Peruas'. Em 'Deus nos Acuda', retornou a um personagem que havia conquistado o público, reforçando sua popularidade. Além disso, também atuou em minisséries e no cinema, com destaque para o filme 'Navalha na Carne'.
Assalto trágico
O auge da carreira, no entanto, foi interrompido em agosto de 1998, quando o ator foi vítima de uma emboscada criminosa na Rodovia Ayrton Senna, em São Paulo. Ao parar o carro após ter os pneus danificados por uma armadilha na pista, ele foi baleado na cabeça em uma tentativa de assalto. O episódio teve enorme repercussão nacional e chocou o país.

Brenner sobreviveu, mas passou dias em coma e ficou com sequelas graves, que comprometeram a fala, os movimentos e outras funções motoras. Desde então, precisou se afastar definitivamente da carreira artística e passou a viver sob cuidados constantes. Ao longo dos anos, enfrentou internações, complicações clínicas e limitações progressivas, embora tenha mantido a capacidade de compreensão.

Gerson teve duas filhas e, anos depois do atentado, casou-se com a psicóloga Marta Mendonça, que participou de seu processo de reabilitação e permaneceu ao seu lado durante décadas. 
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