Publicado 25/03/2026 11:10
Uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego resgatou, na última quinta-feira (19), 11 trabalhadores em situação análoga à escravidão, no distrito de Lageado Grande, em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. O caso foi divulgado nesta segunda-feira (23).
PublicidadeAs vítimas, incluindo duas indígenas e um adolescente, atuavam na colheita de alho e tomate. Elas foram contratadas em outubro de 2025, com a promessa de registro formal, diárias de R$ 125, alimentação e moradia.
Os trabalhadores, com idades entre 17 e 53 anos, não possuíam registro e estavam há mais de 30 dias sem receber salários, de acordo com o MPT. Além disso, foram obrigados a aceitar a mudança na forma de pagamento — que passou de diárias para remuneração por produção.
A fiscalização também identificou irregularidades na saúde e na segurança do trabalho. Os empregados não tinham acesso a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e não eram treinados para o manejo de agrotóxicos. Os alojamentos não possuíam armários e roupas de cama, e os sanitários estavam em más condições.
O local foi interditado e os trabalhadores resgatados receberam apoio para retornar a suas cidades, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
A operação segue em andamento para garantir pagamento de verbas rescisórias, recolhimento do FGTS e acesso ao seguro-desemprego. O MPT instaurou um Inquérito Civil para investigar o caso.
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