Tereza Cristina é vista como um nome com potencial de diálogo com lideranças do agronegócioMarcos Corrêa/PR
Publicado 27/03/2026 20:19
São Paulo - A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que se sente "preparada" para compor como vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. A declaração foi concedida em entrevista à Veja publicada nesta sexta-feira, 27.
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Tereza Cristina disse que se sente "honrada" de ser cogitada para disputar as eleições na chapa de Flávio, mas que a decisão não cabe a ela. Em fevereiro, ela havia mencionado considerar que ainda era "muito cedo" para o partido cravar seu nome como vice.
"Me sinto honrada com isso. Mas também posso ser candidata a presidente como mulher, por que não? Me sinto preparada. Mas isso não depende da minha vontade. Ser vice-presidente não é o meu sonho de consumo. Todo mundo fala 'ah, se a senhora tivesse sido vice em 2022, Bolsonaro teria ganho a eleição', mas nunca conversaram comigo sobre essa possibilidade", disse Tereza Cristina.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu que a eventual chapa de Flávio à Presidência tenha uma mulher como candidata a vice e citou Tereza Cristina como seu nome preferido para a vaga. A senadora já havia sido citada por ele em 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) disputou a reeleição.
A senadora afirmou que, mesmo sendo acostumada a trabalhar em ambientes tradicionalmente masculinos, como o Ministério da Agricultura, ela ainda sente que existe discriminação dentro do Congresso.
"A política é o mundo mais machista que eu já vivi. Às vezes, você fala e o homem não deixa você falar. Então, você tem que dizer: 'Está na minha vez de falar, já te ouvi, você vai ter que me ouvir'. Nossa cultura é machista, mas as mulheres vão dar a volta por cima e, em breve, vamos ver muitas mulheres aqui no Congresso", disse.
Tereza Cristina também mencionou que acredita que Flávio Bolsonaro é o candidato com mais chances de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito.
"Sempre disse que o melhor candidato seria aquele com condições efetivas de vencer o presidente Lula e que tivesse também a capacidade de unir a direita, ainda que fosse em segundo turno. Neste momento, a candidatura de Flávio Bolsonaro é a que se mostra, sem dúvida, mais competitiva", afirmou.
Tereza Cristina é vista como um nome com potencial de diálogo com lideranças do agronegócio. Em fevereiro deste ano, ela assumiu a presidência do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a convite do presidente da entidade, Paulo Skaf.
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