Publicado 28/03/2026 21:26
Rebatendo as acusações de ter estuprado uma adolescente de 13 anos, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), também relator da CPMI do INSS, deve prestar queixa na Polícia Federal (PF), em Brasília, contra o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), autores da acusação.
PublicidadeGaspar está em Alagoas durante o fim de semana e deve fazer os trâmites quando voltar ao Distrito Federal, na Superintendência da PF e no Conselho de Ética da Câmara, na próxima segunda-feira, 30, após orientações dos advogados. A informação foi confirmada pela equipe do deputado ao Estadão.
As acusações ocorreram na sexta-feira, 27, enquanto Gaspar lia o relatório final da CPMI, com proposta de indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto acabou rejeitado após uma articulação da base governista.
Parlamentares sustentam versão
Lindbergh e Soraya enviaram à Polícia Federal pedido de investigação contra Gaspar, que se defende dizendo que o caso se trata de algo que aconteceu com seu primo. De acordo com as acusações, o relator teria engravidado a adolescente em 2018. Hoje, essa vítima teria 21 anos, com uma filha de 8.
Gaspar alega que o caso ocorreu com o primo e ainda quando era adolescente, se envolvendo com uma mulher de 21 anos e que engravidou. Hoje, a filha desse suposto estupro, uma mulher adulta identificada como Louriene Pereira da Silva, se pronunciou por meio de um vídeo, publicado acima, afirmando que Gaspar não seria seu pai biológico.
O depoimento é complementado com um teste de DNA, que aponta o pai biológico sendo Maurício César Brêda Filho, primo de Gaspar.
As histórias contadas pelo relator e pelos parlamentares que os acusam, porém, têm datas diferentes. Enquanto os parlamentares falam que o crime ocorreu em 2018, Gaspar apresenta um teste de paternidade de 2014.
É nesse argumento que Soraya, por exemplo, defende que há coerência de suas acusações.
"Ele (Gaspar) apresentou outro caso que nada tem a ver com a denúncia. Estamos tratando de uma possível filha de 8 anos, cuja mãe tem 21. Façam as contas! Para se defender ele trouxe um DNA do primo Juiz e um vídeo da filha desse primo já bem adulta que ele reconheceu tardiamente", disse ela nas redes sociais.
Procurada para comentar os argumentos de Alfredo Gaspar e a promessa do parlamentar de ir à PF e ao Conselho de Ética, Soraya Thronicke ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.
Já a equipe de Lindbergh informou ao Estadão que "o teste de DNA e a versão que ele tem apresentado à imprensa não correspondem aos fatos" e que aguardarão os desdobramentos das investigações da PF.
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