Ações foram realizadas na Bahia, Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e RoraimaAscom-PCBA
Publicado 01/04/2026 09:37 | Atualizado 01/04/2026 10:01
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quarta-feira (1º), 83 mandados judiciais contra uma quadrilha especializada em furtos a joalherias, estelionatos e tráfico de drogas em oito estados. As ações foram realizadas na Bahia, Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Roraima. Até o momento, dez pessoas foram presas.

De acordo com a corporação, a investigação aponta prejuízos milionários causados pelo grupo, incluindo um furto ocorrido em Salvador, no início de 2025, com dano superior a R$ 1 milhão.

Entre as determinações estão prisões preventivas, buscas e apreensões e medidas de sequestro de bens. Entre os ativos bloqueados está uma aeronave avaliada em aproximadamente R$ 800 mil, localizada em uma pista clandestina e suspeita de ser utilizada no transporte de entorpecentes e no apoio logístico às atividades ilícitas.

Segundo a Polícia Civil, eles mantinham uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções e planejamento estratégico para a execução dos delitos. Nos furtos a joalherias, o grupo realizava levantamentos prévios dos estabelecimentos e utilizava acesso pelo teto dos imóveis, com o emprego de equipamentos destinados à neutralização de sistemas de alarme, evidenciando alto grau de sofisticação na prática criminosa.
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Além dos crimes patrimoniais, a organização também é investigada por estelionatos praticados por meio do chamado 'golpe do aniversário', com registros nos estados do Ceará e da Paraíba.
"Nessa modalidade, as vítimas, em sua maioria pessoas idosas, eram abordadas sob o pretexto de entrega de presentes, momento em que os criminosos utilizavam dispositivos eletrônicos para capturar dados bancários e realizar transações fraudulentas, posteriormente ocultando a origem ilícita dos valores por meio de mecanismos de lavagem de capitais", detalhou.
As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas entre os investigados, com utilização de contas de terceiros para fragmentar valores e dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos.
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