Silvio Almeida foi acusado de importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle FrancoReprodução / Redes Sociais
Publicado 01/04/2026 11:37
O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida publicou, na noite de terça-feira (31), um vídeo no Instagram em que afirma ser “um homem inocente” das acusações por importunação sexual e critica a forma como foi exonerado da pasta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Almeida foi denunciado pelo procurador-geral da União, Paulo Gonet, no último dia 4 de março.
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Pauta feminina
Segundo o advogado, o caso trata de forma errada a pauta da luta feminina. “A luta das mulheres contra a violência é uma das causas mais importantes do nosso tempo, e foi exatamente por isso que sua distorção funcionou tão bem nesse caso”, disse.

Almeida também criticou a forma como deixou o cargo e alegou racismo:
“A forma violenta e injusta com que eu fui retirado da vida pública também se apoiou em uma outra realidade que merece igual atenção: a situação dos homens negros numa sociedade que frequentemente nos associa à brutalidade e ao descontrole”, afirmou.
Demissão rápida
Almeida relata que o alcance das denúncias levou à demissão pelo presidente Lula (PT) em um intervalo de cerca de 24 horas, em 6 de setembro de 2024. Desde então, o caso passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF):

“Criou-se também sobre mim a imagem de um homem poderoso. Mas o homem poderoso, convenhamos, não é demitido em 24 horas e sem direito à defesa”, afirmou.

Ele acrescentou que só se manifestará formalmente no tribunal, uma vez que a investigação corre em sigilo:
“Acusações irresponsáveis têm lugar e hora certa para ser respondidas: na Justiça. E é lá que a verdade será buscada”, concluiu.
Entenda
O ex-ministro dos Direitos Humanos virou o centro de uma crise política após o surgimento de denúncias de assédio sexual em setembro de 2024, que teriam sido relatadas à organização Me Too Brasil por diversas mulheres, incluindo a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco.
O episódio resultou na demissão de Almeida pelo presidente Lula, que classificou a permanência no cargo como ''insustentável'' diante da natureza das acusações.
Como anda o caso?
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Silvio Almeida ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 21 de março por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O relator do caso é o ministro André Mendonça.
A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que classificou indícios que suportam o relato de Anielle Franco.

Na época, a ministra da Igualdade Racial se manifestou, em seu X (antigo twitter), sobre a decisão da PGR de denunciar Silvio Almeida:
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