Publicado 01/04/2026 13:40 | Atualizado 01/04/2026 13:40
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 1, que o investimento do governo federal em educação e em programas sociais, como o Pé-de-Meia, contraria interesses do mercado financeiro e voltou a criticar a elite econômica do País durante evento em Fortaleza (CE).
Publicidade"A Faria Lima, lá em São Paulo, a 'Avenida dos Banqueiros', deve estar 'puta' comigo. "O que esse Lula fica colocando R$ 18 bilhões para cuidar de filho de pobre na escola, se esse dinheiro poderia estar aqui no banco rendendo pra gente ficar mais rico?", disse o petista.
No evento, Lula afirmou que o governo já destinou cerca de R$ 18,6 bilhões ao programa, voltado à permanência de estudantes no Ensino Médio, e defendeu que o gasto deve ser visto como investimento estratégico. "Quando se tratar de educação, não se fala em gasto, se fala em investimento, porque a educação é o melhor investimento que o país pode fazer para melhorar a possibilidade do seu povo", afirmou.
Ao defender a ampliação do acesso à educação, Lula afirmou que políticas públicas na área buscam reduzir desigualdades históricas e garantir igualdade de oportunidades. Segundo ele, a intenção é permitir que estudantes de diferentes origens disputem em condições semelhantes.
"Estamos apenas abrindo uma porta para que o filho do trabalhador e a filha da empregada doméstica tenham a mesma chance de disputar uma vaga com qualquer outra pessoa neste país", afirmou.
A cerimônia foi marcada ainda por provocações de opositores durante os discursos e por uma reação direta do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que rebateu as manifestações com críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Houve também uma declaração enfática por parte do ministro da Educação e do ex-governador Camilo Santana (PT), que deve ser cabo eleitoral de Elmano no Estado, no momento atrás do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) nas pesquisas. Camilo chegou a chorar na cerimônia ao lado de Lula.
O presidente elogiou o ministro da Educação, Camilo Santana, ao afirmar que, se tivesse de remunerá-lo pelo trabalho realizado à frente da pasta, "não teria dinheiro para pagar". Na mesma linha, Lula incentivou a participação popular na vida pública e pediu que apoiadores não abandonem o debate político, defendendo que são justamente "as pessoas honestas" que precisam permanecer engajadas.
Ao discursar, Elmano tentou conter as interrupções de opositores presentes e classificou os episódios como "provocações" de bolsonaristas. Em tom crítico, afirmou que adversários políticos "não fizeram nada no Ceará", citando a ausência de investimentos em escolas técnicas e universidades, além de criticar políticas salariais. "Tchau, tchau. Já vai tarde, (Jair) Bolsonaro", disse, arrancando aplausos da plateia petista.
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