Publicado 11/04/2026 13:17
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), instituiu na última quarta-feira, 8, o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (PDAI). O objetivo é ampliar o acesso e assegurar a permanência de estudantes indígenas na pós-graduação stricto sensu.
PublicidadeA ação prevê a concessão de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em instituições de educação superior e pesquisa. O programa ainda financiará publicações, traduções e repositórios digitais, com a finalidade de divulgar iniciativas científicas para valorizar e preservar os conhecimentos indígenas.
Outra linha de atuação será o apoio à formação e capacitação de professores e pesquisadores indígenas que atuem ou queiram trabalhar na pós-graduação. A seleção de bolsistas e projetos poderá ser feita por meio de editais, chamadas públicas, acordos de cooperação ou portarias específicas. As ações serão realizadas pela Capes ou por instituições parceiras.
“Ciência se faz também nas aldeias. Ciência é conhecimento. Precisamos, cada vez mais, promover a troca de conhecimento. Não uma educação hierarquizada, mas uma educação dialógica”, defendeu a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, em cerimônia que marcou a assinatura do documento que cria o programa. O evento ocorreu em meio à 22ª edição do Acampamento Terra Livre, em Brasília.
Para o secretário substituto de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Cleber Santos Vieira, o programa amplia o acesso à pesquisa pelas populações indígenas. “É um passo na construção de universidades com uma pós-graduação que tenha a cara do Brasil”, disse.
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