Rosa Neto é acusado de matar a mulher, a PM Gisele Alves SantanaRedes Sociais/Reprodução
Publicado 12/04/2026 10:36
A defesa do tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto — acusado de matar a mulher, a PM Gisele Alves Santana — tentou suspender o processo em andamento na Vara Criminal. Os advogados alegaram que a ação penal deveria ser sustada devido a um suposto conflito de interesses, já que o caso é analisado pelas justiças Comum e Militar.
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido e rejeitou os argumentos dos advogados do oficial. A Corte entendeu que não há elementos que coloquem em risco a segurança jurídica do processo ou tragam prejuízo à defesa de Rosa Neto. 
Segundo a defesa do tenente-coronel, como há duas ações tramitandio simultaneamento, o oficial poderia ser alvo de decisões conflitantes. Para os advogados, tal risco exigiria a suspensão imediata dos processos até a definição de qual instância ficaria responsável pelo caso. No mesmo recurso apresentado ao TJSP, foi solicitada a expedição de habeas corpus para Rosa Neto, o que também foi rejeitado pelos desembargadores.
O tenente-coronel é apontado como o autor do disparo que matou Gisele em 8 de fevereiro. Inicialmente o caso foi registrado como suicídio, versão apresentada por Rosa Neto. Porém as investigações identificaram uma série de contradições no depoimento do oficial. A prisão preventiva foi solicitada à Justiça, que aceitou o pedido da Polícia Civil. Ele se encontra detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista.
 
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