Carro da vítima se chocou contra um muroRedes Sociais / Reprodução
Publicado 17/04/2026 16:51 | Atualizado 17/04/2026 19:47
Alisson Oliveira de Jesus, de 42 anos, foi morto na noite da última quinta-feira (16), no Jardim Ângela, Zona Sul de São Paulo, após tentar ajudar um entregador durante um assalto. Ele foi baleado na cabeça e não resistiu ainda no local.

Natural de Minas Gerais, pai de duas crianças, ele trabalhava como supervisor em uma mineradora e morava em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Alisson presenciou dois homens armados tentando roubar a motocicleta de um entregador e decidiu intervir, avançando com o carro contra os suspeitos.

Durante a ação, um dos assaltantes caiu, se levantou e efetuou disparos contra o carro que ficou preso em um muro com a colisão. Após o crime, os suspeitos roubaram outra motocicleta e fugiram do local.

O caso foi registrado no 47º Distrito Policial (Capão Redondo) e encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso.
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Relato do entregador
"O Alisson fez um ato que eu nunca vou esquecer. Nunca vou esquecer. Aos meus 28 anos de idade, nunca aconteceu isso na minha vida. Nunca tentaram nem me roubar. Aí um cara, em um ato de bravura, morreu, pô", lamentou Thiago à imprensa, na manhã desta sexta-feira, 17.
Aos jornalistas, Thiago descreveu o que aconteceu. "Os bandidos desceram aqui na avenida já com a arma na mão. Foi quando eu pensei rápido e peguei pela contramão aqui da esquerda. Eles disseram: 'Vai, é assalto, é assalto'", disse.
"Eu ouvi, mas eu continuei seguindo e aí eles ficaram com o Alisson. Um do lado do outro, mas foi muito rápido, foi questão de segundos. Foi quando o Alisson jogou o carro em cima deles. Infelizmente, conseguiram levantar", continuou.

Com a voz embargada, Thiago disse que Alisson não deveria ter reagido ao crime. "Ele não precisava ter feito isso, pô. Eu ia deixar ele levar minha moto. Minha moto tem seguro, tem rastreador. Eu ia procurar", disse o entregador, que aconselhou: "Não reage, mano. Um assalto, não reage".
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