Alckmin diverge de alas do Governo que defendem o fim da taxa pela impopularidade da medida em ano eleitoralMarcelo Camargo / Agência Brasil
Publicado 18/04/2026 12:44 | Atualizado 18/04/2026 13:49
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), evitou dar um novo posicionamento sobre a taxa das blusinhas neste sábado, 18. Limitou-se a dizer que esse assunto foi "uma decisão do Congresso Nacional" e que "não há ainda uma decisão sobre isso" por parte do governo.

Alckmin falou com a imprensa após uma visita a uma concessionária em Valparaíso de Goiás (GO), a cerca de 35 km de Brasília.

Na quinta-feira, 16, Alckmin defendeu, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o imposto. Falou que ele tem uma função do ponto de vista de dar competitividade à indústria brasileira e gerar empregos no País.

A taxa das blusinhas (imposto de 20% sobre mercadorias importadas de até US$ 50) foi criada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser aprovada pelo Congresso Nacional. Alas do governo defendem a sua derrubada neste ano, principalmente pela impopularidade da medida em um ano eleitoral

Alckmin também foi questionado sobre a proposta de reduzir a jornada de trabalho. Disse que "há uma tendência no mundo de reduzir a escala" e que "com a tecnologia, eu faço mais com menos gente".

"Se eu faço mais com menos gente, há uma tendência de você ter uma jornada menor. Então, essa é uma tendência mundial. O que se deve fazer? Se deve discutir o tema para ver a maneira se isso pode ser implantado direto, se deve ter um escalonamento em razão dos tipos de atividade. Essa é uma discussão que o Congresso Nacional fará", declarou.
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Candidatura de Caiado
Alckmin, disse que não "desestimula ninguém de ser candidato", em referência ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

Alckmin falou com a imprensa após uma visita a uma concessionária em Valparaíso de Goiás (GO), a cerca de 35 quilômetros de Brasília. Ele foi questionado pela imprensa se a visita ao Estado de Goiás tinha a ver com a pré-candidatura de Caiado à Presidência.

"Não, não tem nenhuma relação. Eu visito as concessionárias há meses. Eu tenho feito essas visitas quando posso, aos sábados, porque é uma satisfação vermos o resultado de uma boa legislação, de uma boa política pública", afirmou.

Alckmin completou: "Não desestimulo ninguém de ser candidato. Eu acho que ser candidato é um ato de amor ao próximo, de amor ao País. Não desestimulo ninguém, não tenho nenhum problema nisso. Eu acredito fortemente que, no momento adequado, quando realmente começar a campanha eleitoral, o governo brasileiro, o governo do presidente Lula, tem muito a mostrar".

Marco regulatório

O presidente em exercício disse que o governo e o Congresso discutem um marco regulatório para o setor de minerais críticos. Ele elogiou o relator, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), e afirmou que o parlamentar deve apresentar seu parecer "nas próximas semanas"

"Está se discutindo, nesse momento, o marco regulatório (dos minerais críticos e terras raras), que é a legislação. Aliás, o relator é um bom deputado, o deputado Arnaldo Jardim. Ele deve apresentar, nas próximas semanas, o seu relatório. Então, nós vamos ter um bom marco regulatório", disse.

Alckmin falou com a imprensa após uma visita a uma concessionária em Valparaíso de Goiás (GO), a cerca de 35 quilômetros de Brasília.

O presidente em exercício disse que o setor de minerais críticos e terras raras "vai ter um crescimento enorme" e que "o Brasil está entre os países com maior reserva".

"Não queremos só exportar commodity. Queremos agregar valor. Então, você poder agregar valor no Brasil, poder avançar na tecnologia, avançar no refino, em produto industrial com valor agregado mais alto, é isso que se deseja", declarou.
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